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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Atividade física é uma das melhores amigas do seu coração



Nem sempre dormir ou descansar é a atividade ideal para recarregar as energias de um cotidiano corrido e repleto de tensões. Se exercitar, sim. E os resultados são melhores ainda se a prática for aeróbica. "Por melhorar o preparo físico, os exercícios fazem com que você tenha mais disposição para realizar as tarefas do dia", explica o especialista em medicina do exercício Daniel Arkader Kopiler, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

E os benefícios não param por aí. A prática de atividades físicas também libera substâncias como a endorfina, que dá sensação de bem-estar e aumenta autoestima. Ou seja, deixando a preguiça de lado você cuida melhor do corpo e da mente. Além de aumentar a disposição, esse tipo de atividade dá aquele empurrão para o ponteiro da balança descer.

Um estudo realizado na Grã-Bretanha indica que exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes na inibição do apetite do que as chamadas atividades anaeróbicas, como a musculação. Segundo a pesquisa, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, o peptídeo YY e a grelina. O primeiro inibe a fome, e o segundo é conhecido por atuar em seu estímulo.

Praticar exercícios não é bom apenas para queimar calorias. A atividade física também é uma das melhores amigas do seu coração e ajuda você a continuar jovem. Um estudo canadense publicado na revista científica PLoS One mostrou que os benefícios de duas idas semanais à academia de ginástica deixam os músculos mais fortes e também mais jovens. Por isso, corra, pule, ande ou dance.
Escolha a atividade que te agrada mais e vá em frente. Vale lembrar que pessoas sedentárias devem fazer exames médicos e check-ups antes de começar a praticar exercícios, principalmente se há histórico de obesidade e problemas de coração.

FONTE: www.minhavida.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

12 hábitos que ajudam a ter uma saúde mais plena



Comer melhor, dormir bem, movimentar o corpo, se reunir com os amigos. Estes e outros hábitos nos ajudam a garantir uma vida melhor e mais longa. Confira abaixo 12 medidas essenciais para aumentar a sua expectativa de vida e viver com mais qualidade. A ciência comprova. 

Comer melhor

O cuidado com o que vai no seu prato é um dos pontos centrais para alcançar uma maior qualidade de vida. O abuso de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares é um gatilho para doenças como infarto, derrames, hipertensão, obesidade, diabetes e até câncer. Em contrapartida, é fácil incluir no cardápio alimentos heróis da resistência e da longevidade. Cientistas da Universidade Park, nos Estados Unidos, concluíram que consumir mais oleaginosas (nozes, castanhas, avelãs, amêndoas e pistache) reduz o risco de males cardíacos entre 25% e 39%, quando consumidos cinco vezes por semana. Elas são ricas em gorduras boas, em especial o ômega 3, que diminuem as taxas de colesterol ruim e evitam a formação de placas de gordura que obstruem as artérias. O Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, comprovou que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, quando passaram a comer peixe pelo menos duas vezes por semana, graças a presença do ômega 3.

Durma bem

 Repor as energias do dia com uma boa noite de sono é mais do que importante, é essencial! Um estudo da American Academy of Sleep comprovou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Dos 2.800 participantes da pesquisa, os 46% que relataram insatisfação com a saúde tinham também má qualidade de sono. Uma outra pesquisa da Associated Professional Sleep Societies afirma que quem sofre de insônia crônica corre três vezes mais risco de morrer em comparação à pessoas que não sofrem com o problema. Para os pesquisadores, o ideal são pelo menos 7 horas e meia de sono por dia.

Mexa-se! Let´s GO Pilates!

Os benefícios da atividade física para a saúde do organismo somam uma lista extensa. Dizer não ao sedentarismo significa afastar de perto doenças como a obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, além de dar mais disposição e energia. Para colher todos esses benefícios, basta andar. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. O cérebro também fica mais afiado. Um estudo norte-americano recente, publicado na revista Neuroscience, mostrou que durante os exercícios o corpo produz uma substância que estimula o nascimento de novos neurônios, o que melhora nossas atividades cognitivas, em especial a memória. Faça Pilates! Conheça os benefícios do Pilates.

Levante-se da cadeira

Levante-se da cadeira. A Sociedade Americana de Câncer descobriu que não é apenas a falta de atividade física que pode encurtar a vida, mas também a grande quantidade de tempo gasto sentado. Tudo porque quando ficamos frequentemente sentados e por muito tempo o nosso metabolismo se altera e influencia em fatores como colesterol alto e repouso da pressão arterial, que são indicadores da obesidade, problemas cardiovasculares e outras doenças crônicas. Por isso, nada de ver a vida passar da cadeira. "Para quem precisa trabalhar sentado, exercícios simples de alongamento vão trazer maior oxigenação e ajudar no reposicionamento do corpo para alcançar o equilíbrio postural", ensina o fisiologista do esporte Raul Santo de Oliveira.

Dê olho na balança

Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, e a prática de exercícios físicos regulares vão te ajudar a manter o peso ideal. O sobrepeso e a obesidade, além de elevar os riscos de diabetes, derrame, hipertensão e apneia, estão por trás de 30% dos casos de câncer, de acordo com dados levantados pela União Internacional de Combate ao Câncer (UICC). Por isso, a regulação da dieta é fundamental. Além de melhorar a saúde e a autoestima, a perder peso também favorece a memória, segundo pesquisas feitas pelo Hospital das Clínicas, de São Paulo.

Controle os nervos

Apesar de não ser considerado doença, o estresse pode favorecer o aparecimento de doenças psico-fisiológicas e, por isso, precisa ser observado e controlado. "Quanto maior for o nível de estresse, maior será a deteriorização física e psicológica da pessoa", mostra a psicóloga Sandra Leal Calais, da Unesp. O estresse também é fator de risco para os problemas do coração. Foi o que concluiu uma grande pesquisa feita em Campinas e São Paulo pela Secretaria do Estado da Saúde. Entre as mais de 100 mil pessoas analisadas, 46,8% sofriam algum tipo de estresse e tiveram seus níveis de problemas cardiovasculares aumentados.

Sorria para a vida

Nada melhor do que o humor para combater os percalços que aparecem. O bom humor pode manter as pessoas saudáveis e aumentar as chances de uma vida longa, segundo estudo recente da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, que avaliou mais de 53 mil pessoas durante sete anos. Os pesquisadores descobriram, por meio de alguns testes, que os participantes que eram mais bem humorados tinham o risco de morte reduzido em até duas vezes. Para melhorar a sua atitude positiva diante da vida, aposte em uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins. A dica vem direto da Universidade de Essex, no Reino Unido, que descobriu que praticar atividades ao ar livre, por mais curtas que sejam (10 minutos bastam!), melhoram significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e para a autoestima.

Respire bem

Separar uns minutinhos para prestar atenção na respiração pode ser a receita ideal para combater os desgastes mentais e físicos e, até a insônia, aumentando assim a sensação de bem-estar. Um estudo da universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que apresentam sérias dificuldades para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances de morrer antes que alguém da mesma idade que não sofre das mesmas condições. O Pilates é uma atividade física completa, tendo como um dos benefícios o trabalho e desenvolvimento da respiração. Os exercícios são praticados em sincronismo com a respiração, fortalecendo os músculos responsáveis pela respiração. Pilates te faz respirar melhor.  

Apague o cigarro

Por falar em respiração, não é só da sua que você precisa cuidar não. Já parou para pensar que seu cigarro causa males terríveis ao seu organismo, mas também das pessoas ao seu redor. Um estudo da University College London, do Reino Unido, descobriu que a exposição à fumaça do cigarro dos outros pode aumentar em 50% os riscos de sofrimento psicológico. E outro estudo vindo do Canadá trouxe também que o fumo passivo está por trás do aumento de 40% dos casos de sinusite crônica. Portanto, o fumo passivo pode ser pior que a poluição. Mas, os fumantes precisam prestar atenção aos males do cigarro para o próprio organismo. Estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano, no Brasil, são decorrentes do tabagismo, responsável pelos riscos aumentados de câncer de pulmão, de boca e doenças cardiovasculares.

Cultive bons amigos

Conseguimos sentir de longe os benefícios que a convivência com pessoas queridas nos traz. Mas, ter uma boa rede de amigos pode ser mais importante do que você imagina. Uma pesquisa recente da Universidade Brigham Young, nos EUA, descobriu que quem vive rodeado de amigos e vizinhos pode viver até 50% mais do que alguém que vive só. Para os pesquisadores, perder o apoio social pode diminuir ainda mais as chances de sobrevivência do que obesidade, fumo ou sedentarismo.

Sexo do bem

Ter uma vida sexual saudável também traz muitos benefícios à saúde. Um estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. Mas, não é só isso não. Ter uma vida sexual ativa contribui para melhorar o humor, relaxar o corpo, melhora o aspecto da pele, aliviar o estresse e a TPM. Além disso, o relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor, e não apenas nos dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido a ação dos neurotransmissores que passam a agir no seu organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

Aprenda a gostar de você

Trabalhe o seu autoconhecimento e sua autoestima para viver melhor. "O conceito que temos sobre nós mesmos é definidor de como nos colocamos e nos portamos na vida, define o valor que vamos dar a nossa pessoa, ao nosso trabalho, as nossas opiniões, as nossas vontades, e aos cuidados para o nosso corpo e nossa saúde. E isso faz toda a diferença. Por isso é essencial ter um bom referencial de si mesmo, saber reconhecer seus valores, suas qualidades, e não ficar só se criticando, se cobrando, focado apenas nas suas limitações e dificuldades", explica o terapeuta Vicente Godinho.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Má circulação nas pernas: conheça os hábitos para evita-la



O problema normalmente se manifesta por dores nas pernas ao andar, que pioram ao correr ou subir escadas


A dificuldade de circulação nas pernas na medicina é denominada doença arterial periférica, que acontece quando as artérias dos membros inferiores responsáveis por levar o sangue que sai do coração cheio de nutrientes e oxigênio para as extremidades apresentam algum problema que dificulta a chegada deste sangue. Quando andamos, por exemplo, precisamos de energia, glicose e oxigênio para que os músculos envolvidos no movimento possam trabalhar. Precisamos também de uma boa irrigação sanguínea para nutrição da pele, tecidos, unhas, pelos, ossos, enfim para todo o tecido vivo. 
Quando somos jovens, as artérias são lisas e capazes de conduzir todo o sangue necessário para as nossas necessidades. Com o passar dos anos, elas vão se desgastando, assim como todo o organismo. Nesse processo de degeneração, elas podem apresentar acúmulo de gordura em suas paredes, o colesterol, por exemplo, que vai causando um estreitamento da parte interna do vaso, dificultando a passagem de sangue. Essa gordura acumulada pode obstruir parte do vaso e, se não for tratada, pode chegar a obstruir toda a passagem de sangue em um determinado segmento do vaso sanguíneo. Por isso é importante fazermos um controle do colesterol, pois, se ele estiver aumentado, a possibilidade de ele se acumular é maior. 
Essa situação pode se agravar com o vício do cigarro, a ingestão de comidas gordurosas e frituras, o estresse intenso e a vida sedentária. Cada um desses fatores pode agravar a doença arterial, sendo que o pior é o tabagismo. 
Por isso, veja os hábitos que previnem o problema: 
  • Faça um levantamento das tendências familiares e, se houver casos de má circulação na família, procure o médico antes de sentir alguma coisa para fazer um check up vascular
  • Pare de fumar
  • Procure ter uma alimentação saudável, evitando gorduras animais, frituras e abusando de saladas, verduras, legumes, peixe e azeite de oliva
  • Tente lidar melhor com o estresse
  • Procure fazer uma atividade física regular que trabalhe principalmente a musculatura da panturrilha
  • Faça um controle rigoroso do colesterol, triglicérides, glicose sanguíneos
  • Pense saúde e não deixe a doença acontecer na sua vida.

Sintomas da má circulação nas pernas

O sintoma inicial mais comum na doença arterial periférica é a dor nas pernas, que aparece na panturrilha quando andamos. Com o movimento, precisamos de mais sangue para levar nutrientes ao músculo. Se este sangue com nutrientes não chega de forma suficiente, a maneira do corpo nos informar que algo não está funcionando bem é a dor. Ou seja, a dor que aparece ao andar e piora quando corremos ou subimos e que melhora quando paramos de movimentar é característica da má circulação. Essa dor pode ser piorada pelo frio intenso, que produz vasoconstricção, fazendo os vasos diminuírem e piorando ainda mais a chegada de sangue ao local necessário. Também pode piorar quando elevamos a perna, pois o sangue vai ter mais dificuldade de subir até a extremidade elevada. 
É muito importante estarmos atentos à linguagem corporal, neste caso a dor, que pode vir acompanhada de mudança de coloração da pele, que fica arroxeada ou pálida, e da sensação de perna fria. A queda dos pelos na perna também é um sinal de atenção. 
Se a doença não for reconhecida e tratada, pode evoluir para consequências mais graves como lesões ulceradas que provocam muita dor e até perda do membro por morte de tecidos levando à amputação do membro. 

8 dicas para dormir melhor esta noite



Cansaço, olheiras, mau humor, dificuldade de concentração, estresse e até dor de cabeça são alguns dos sinais que a falta de sono pode trazer. Para melhorar a disposição e ter humor para enfrentar a vida é necessário ter uma boa noite de sono, mas isso nem sempre é tão fácil. Existem vários distúrbios do sono - como insônia, apneia do sono, sonambulismo, pesadelos e terror noturno, além de condições relacionadas, como a depressão, ansiedade e estresse - que podem causar o sintoma, e demandam tratamento especializado. Mas, caso a sua dificuldade para dormir não seja ocasionada por outra condição de saúde, você pode se beneficiar das seguintes dicas para dormir melhor já esta noite:

Perfume o ambiente com camomila ou lavanda

Para conseguir dormir bem é necessário relaxar, então o que ajuda a relaxar pode facilitar o sono. Este é o caso das essências de lavanda e camomila, mas a pessoa precisa apreciar o aroma para que a técnica funcione. "Temos que deixar o nosso ambiente de sono o mais convidativo o possível, com um colchão apropriado, lençol limpo, e cheiro agradável - que é prazeroso e ajuda a relaxar - para facilitar a chegada do sono e um descanso de qualidade", diz Rosa Hasan, neurologista da Associação Brasileira do Sono.

Esfrie o local

Sabe aquele pezinho para fora das cobertas que faz toda a diferença no sono? Então, não é mania, ele realmente é eficiente, uma vez que o tempo mais frio ajuda o sono a chegar mais fácil. "Isso acontece porque quando começamos a dormir há uma queda na temperatura corporal, o que está relacionado com o horário biológico de sono. Contudo, quando está muito calor ou a pessoa acabou de fazer exercícios - o corpo ainda está quente - ela pode não sentir esta mudança", diz Rosa. Vale reiterar que o calor dificulta permanecer dormindo, mas o frio em excesso inibe o início do sono, então é bom manter uma temperatura amena, com climatizadores, ar condicionado ou ventilador, mas com equilíbrio.

Cuide da dieta o dia inteiro

O que você come durante o dia faz toda a diferença na qualidade do sono, a escolha dos alimentos, o tempo que levam para serem digeridos, tempo em jejum e vários outros fatores interferem. "Comer mal durante o dia e fazer uma dieta exagerada e calórica no período noturno pode comprometer a qualidade do sono", afirma Rosa.

Alimentos bons para dormir

Dentre os nutrientes que ajudam quem quer pegar no sono estão as vitaminas do complexo b, que têm efeito calmante e estimulam a produção de serotonina (neurotransmissor que ajuda no bem estar e no sono); ômega 3, regulador dos neurotransmissores; lactocina, que tem efeito calmante; triptofano, aminoácido usado para produzir serotonina etc. Falando mais claramente, "alguns dos alimentos que são bons para ajudar a dormir são maracujá, linhaça, banana, leite magro, aveia, couve, frutas vermelhas como a cereja, integrais no geral, alface, carnes magras, peixes como o salmão, gergelim, nozes, amêndoas, e até o leite morno com um pouco de mel", diz Marcela Voris, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Cuidado com a cafeína

Alimentos estimulantes no geral, como os que contém cafeína, podem prejudicar o sono não apenas quando ingeridos durante a noite, então moderação e equilíbrio são as palavras de ordem. "Evite alimentos ricos em xantina e cafeína, como o chocolate, café, guaraná, refrigerantes e bebidas feitas de coca em geral, pois eles estimulam diretamente o sistema nervoso, fazendo com que a pessoa fique mais agitada durante o sono", explica Marcela.

Escute músicas relaxantes

Atividades que você gosta e que ajudam a relaxar são boas para ajudar a "encontrar" o sono. Pode ser desde ler um livro tranquilo até ouvir músicas que você gosta, desde que sejam calmas. "Uma música que você gosta tem um efeito relaxante, uma vez que ela pode remeter a uma sensação prazerosa e desligar da rotina e das preocupações do dia a dia.", afirma Rosa.

Massagem relaxante

Chegar em casa, colocar o pé para cima, receber uma massagem nas pernas, pés, ombros... é ótimo para relaxar, e o melhor, não precisa estar acompanhado para que este efeito aconteça, você pode fazer uma automassagem que ajude a relaxar e ative a circulação, reduzindo até algumas dores. "Receber uma massagem ou mesmo massagear a si mesma pode ser relaxante, apesar de não haver provas científicas de que isto induza especificamente o sono", diz o psiquiatra Ivan Mario Braun.

Saiba quando procurar um médico

Apesar de não conseguir dormir bem de vez em quando ser completamente normal e não necessariamente comprometer a saúde de quem não está dormindo direito, há um momento em que a falta de sono precisa ser investigada. "Se a dificuldade de dormir começar a se repetir de modo que seja um incômodo na vida da pessoa - cerca de três vezes por semana, por três semanas -, seria interessante ela procurar um médico com experiência em problemas de sono para investigar a causa do problema", diz o psiquiatra Ivan.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Conheça os diferentes tipos de água que prometem emagrecer



Água de berinjela, água com limão, água de gengibre, água Sass, veja quais delas realmente funcionam


Água de berinjelaágua de gengibre, água com limão, entre outras. Essas são apenas algumas das variedades da água que associadas ao emagrecimento e melhorias na saúde. Mas será que elas funcionam? Conversamos com nutricionistas e descobrimos que determinado tipos de fato proporcionam benefícios, mas passam longe do milagre prometido em certas publicações. "A água natural ainda é a melhor opção para hidratar, essas águas com sabor podem ser interessantes para quem não tem o hábito de beber água", diz a nutricionista Patrícia Pinesi, da clínica Maria Fernanda Barca.
A seguir, veja as características dos principais tipos de água:

1. Água potável

A água potável é essencial para o emagrecimento e manutenção da saúde. "A partir do momento em que começamos a entrar em um processo de desidratação as pessoas podem confundir sede com fome e acabam comendo mais", explica a nutricionista Patrícia Pinesi, da clínica Maria Fernanda Barca.

Além disso, todas as reações do nosso organismo acontecem na presença de água, inclusive a quebra de gordura. A hidratação correta ainda mantém a saúde e contribui para a eliminação de toxinas e o transporte de nutrientes para as células de uma forma mais adequada. 

A recomendação é ingerir entre 30 a 35 ml por kg de peso corporal de líquidos, o que em média fica em torno de 2 litros por dia.

2. Água de gengibre

Esta água pode contribuir para o emagrecimento saudável desde que seja ingerida da maneira correta, e claro, que faça parte de uma dieta balanceada. "O ideal é consumir o gengibre ralado ou espremido, não em rodelas. Ele tem que soltar seu líquido, o melhor é consumi-lo na salada, mas se quiser ralar na água e tomar, também pode", conta Patrícia. 

O gengibre ajuda na perda de peso porque tem ação termogênica. "Por isso, auxilia no processo de queima de gordura e aceleração metabólica, mas ele não é responsável pelo processo de emagrecimento de fato. Ele ajuda sim, mas uma boa alimentação e atividade física diária é muito mais efetivo e saudável", destaca a nutricionista Vivian Ragasso, do Instituto Cohen de Ortopedia. 

Pessoas com taquicardia devem consumir a água com moderação e evitar consumir o gengibre, pois ele possui efeito termogênico e em excesso pode elevar os batimentos cardíacos.

3. Água com limão

Não há comprovações cientificas de que a água com limão de fato contribua para a perda de peso. "Entretanto, o poder alcalinizante do limão pode auxiliar nos processos de desintoxicação facilitando a perda de peso, desde que dentro de um conjunto de mudanças para adoção de hábitos saudáveis de alimentação", observa a nutricionista Hannah Médici. Pessoas com gastrite, úlcera no estomago e intestino ou outros problemas no trato gastrointestinal devem evitar essa prática.

4. Água Sass

A água Sass foi criada pela nutricionista americana Cynthia Sass e conta com gengibre ralado ou espremido, fatias de limão, pepino e folha de hortelã. Todos esses alimentos ficam de molho na água por 12 horas e depois ela é consumida. Por conter o gengibre ralado ou espremido, esta água pode contribuir um pouco para o emagrecimento saudável desde que aliada a uma dieta balanceada. "É uma fórmula muito boa pra ajudar no processo de detox sim, mas não é efetiva no emagrecimento. O melhor seria bater todos esses ingredientes e consumir após isso", diz Vivian.

FONTE: minhavida.com.br


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Drenagem linfática: tratamento para inchaço e celulite



A drenagem linfática é uma técnica de massagem que tem por objetivo estimular o sistema linfático - uma rede complexa de vasos que movem fluidos pelo corpo - a trabalhar de forma mais acelerada. Entre os principais benefícios do método estão a redução da retenção de líquido, ativação da circulação sanguínea, combate à celulite e até o relaxamento corporal.

 A função da drenagem linfática é retirar a linfa que fica acumulada entre as células, o que pode ser ocasionado por um retardo da pessoa na produção da linfa, por exemplo, ou por dificuldades da absorção por parte das células. Com essa estimulação, há a diminuição do inchaço e melhora da celulite. O procedimento melhora também a circulação em geral, relaxa o corpo e pode atuar discretamente no combate a gordura localizada - uma vez que a massagem aumenta o metabolismo do local.

 O transporte de gordura - principalmente na forma de triglicerídeos - e vitaminas é feito pela linfa do intestino e desemboca no fígado sendo metabolizado e mandando ao sistema circulatório os nutriente e volume sanguíneo de maneira balanceada. Por isso, quando há uma melhora da circulação da linfa, há também uma maior oxigenação dos tecidos do corpo, o que melhora o aspecto da celulite e gordura localizada.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dor nas costas pode ser sintoma de problemas em outras partes do corpo

pilates



As dores nas costas têm sido responsáveis pela grande ocorrência de visitas aos consultórios médicos. Trata-se de uma queixa comum tanto entre o público mais jovem quanto para as pessoas de idade mais avançada. Na grande maioria dos casos, essas dores acarretam mudanças no estilo de vida do paciente com redução de movimentos e atividades (até as mais simples e corriqueiras), o que compromete, significativamente, a qualidade de vida do indivíduo.

Muitas vezes, as dores nas costas são associadas a problemas posturais, uma vez que hábitos inadequados de postura durante a realização de atividades ou mesmo em posição estática pode comprometer, severamente, a saúde da coluna vertebral, contribuindo para o surgimento de dores.

Entretanto, o que muitas pessoas não sabem é que o problema que causa as dores nas costas pode, muitas vezes, não ter a sua origem na própria coluna vertebral, mas sim remeter a outras afecções no corpo. Por uma questão de automaticidade, se eu sinto uma dor no braço, logo procuro um tratamento para a dor naquela região. O mesmo acontece se a dor for na perna, na cabeça ou na própria coluna. Nesse contexto, o problema está no foco em tratar, apenas, a dor e não a patologia que é, de fato, a causa daquele desconforto.

Dores nas costas como sintoma de problemas em outras regiões do corpo 

Algumas doenças que surgem na coluna, acabam afetando outras regiões do corpo. É o caso, por exemplo, da dor no nervo ciático (uma inflamação ou dano ao nervo ciático que se localiza desde a coluna lombar até os pés). Dentre os sintomas da dor ciática está a irradiação dos desconfortos (dores, formigamento, sensação de queimação, etc.) para a região posterior da coxa ou da perna. De modo inverso, as dores que se manifestam na coluna também podem ser consequência de outras complicações de saúde, não, necessariamente, de origem nesta região.

Nenhum tipo de dor deve ser ignorado, principalmente, os tipos mais persistentes e que tendem a piorar com o tempo. Dores na coluna podem revelar simples contraturas ou distensões musculares de tratamento mais simples ou mesmo natural, mas também podem indicar a presença de doenças graves. Um exemplo é a osteoporose que consiste na redução de densidade da massa óssea e que atinge mais comumente as mulheres. Essa doença metabólica pode causar dores frequentes nas costas. No caso das doenças renais, a maioria não causa dores nas costas, mas o surgimento de pedras em um dos rins ou nas vias urinárias, assim como alguns casos de infecção urinária, pode acabar resultando em intensa dor lombar com a irradiação, inclusive, para a virilha.

Tratando efetivamente das dores nas costas

A principal maneira de lidar com a dor nas costas é investigar, antes de mais nada, a sua causa. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o equívoco de uma doença que possa ser evidenciada como causa da dor, mas que, na verdade, não tenha associação e, assim, agravar a condição do paciente ao ser tratado de forma inadequada.

O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo diferentes tipos de exames a serem realizados por diversos médicos, para só então iniciar um atendimento específico para aquele quadro. É muito importante alertar para os riscos da automedicação. Utilizar analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares é perigoso, principalmente, se o paciente não sabe ainda a causa das dores nas costas e não recebeu uma prescrição médica adequada de medicamentos.

No entanto, o melhor tratamento ainda consiste na prevenção! Cuidados com a sobrecarga de trabalho e durante as atividades domésticas devem ser adotados. Bem como realizar momentos de relaxamento ao longo do dia. O exercício físico também é uma importante ferramenta, pois, uma vez praticado regularmente, proporciona a melhora do condicionamento físico, controlando o aparecimento de lesões e viabilizando preparo muscular para a rotina diária.

O médoto Pilates é altamente recomendado por médicos e não há contrata indicação. É um ótimo aliado no tratamento e na prevenção de dores nas costas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Raiva: Saiba lidar com ela e como ela pode te prejudicar



A raiva é um sentimento comum a todos, e acontece até mesmo com as pessoas mais calmas e serenas. Esse estado de irritação pode ser causado por diversos motivos, e quando estamos estressados e cansados ficamos ainda mais vulneráveis a ele.

Ela causa uma série de prejuízos à saúde física e mental como, problemas cardíacos, problemas gastrointestinais, dores de cabeça, derrame, ganho de peso, queda de cabeço, queda na imunidade, tensão muscular, além limitar as boas relações, atrapalhando a vida pessoal e profissional.

Sentimentos considerados vilões, como a raiva, por exemplo, podem ser benéficos se forem canalizados para promover ações construtivas. A raiva causa adrenalina e te deixa mais corajoso, portanto, pode ser utilizada como impulso e motivação para sair da zona de conforto e tomar atitudes que talvez você não tomaria em uma ocasião confortável.

Sentir raiva no decorrer de sua vida é inevitável, pois na maioria das vezes ela é provocada por fatores externos que vão além de seu domínio, como um engarrafamento, um colega de trabalho inconveniente, a fila de um banco onde você está a um bom tempo em espera, entre outras diversas situações que fazem parte do nosso cotidiano.

É indispensável, portanto, saber como lidar da melhor maneira com esse sentimento que influencia tão intensamente nossos atos.

3 Dicas para ter uma boa relação com a raiva

Confira abaixo dicas para conduzir a raiva e tirar desse estado de emoção resultados favoráveis.

Analise o motivo provocador

O primeiro passo é não bloquear o sentimento, você tem o direito de senti-lo. Nesse sentido, o melhor caminho é analisar as razões que te levaram a chegar neste estado. Em momentos de raiva é comum agirmos de maneira equivocada, portanto, pare, respire e observe a situação.
Exercite a inteligência emocional

Ser inteligente emocionalmente é primordial para conduzir a vida pessoal e profissional. Todos os dias somos desafiados e sempre acontecerá fatos que nos tire da zona de conforto, mesmo que seja por provocação da raiva.

A inteligência emocional é a habilidade de conduzir as próprias emoções, sendo mais assertivo nas tomadas decisões, mantendo-se equilibrado, mesmo diante das adversidades.
Pratique atividades físicas

É claro que essa dica não poderia faltar. A atividade física repercute positivamente em todos os sentidos, através dela você extravasa toda energia acumulada, fica mais sereno e paciente. O Pilates é uma atividade física completa, além desses benefícios, os exercícios de Pilates exigem um alto nível de concentração não deixando espaço para os pensamentos ruins. Após uma aula de Pilates o aluno sai relaxado e com a menta vazia.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

QUAL A FREQUÊNCIA IDEAL PARA PRATICAR PILATES?


Em outras modalidades, como a musculação, por exemplo, o corpo precisa de um período de descanso para responder aos estímulos do exercício.

No Pilates, não existe essa necessidade. A atividade pode ser praticada todos os dias, trazendo inúmeros benefícios ao organismo, que vão desde o combate ao stress, alívio de dores, fortalecimento muscular até o emagrecimento.

Porém, se você não tem disponibilidade para praticar Pilates diariamente, tente, no mínimo, três vezes por semana. Assim, você conserva uma boa frequência de estímulo do seu organismo.

Não tem tempo para praticar Pilates mais de uma vez por semana? Não desanime! Se você conseguir, pelo menos em um dia, separar tempo para se exercitar, já estará promovendo saúde e bem-estar ao seu organismo. Aproveite ao máximo esse momento, tentando relaxar, se desligar do problemas do dia a dia e se concentrar em cada movimento. Em uma hora de aula, são trabalhados o alongamento, a flexibilidade, a força muscular e a respiração.


Em outras atividades, realizar a prática apenas uma vez por semana pode ser perigoso. A falta de condicionamento físico pode causar uma lesão. No Pilates, esse risco não existe! A atividade pode ser praticada por qualquer pessoa, sem exigir uma preparação prévia.
Não esqueça de escolher um estúdio com equipamentos de qualidade e com profissionais preparados, que irão determinar quais movimentos são mais indicados para cada pessoa.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Exercícios na gravidez ajudam no desenvolvimento cerebral do bebê

Segundo pesquisa, 20 minutos de atividade cardiovascular moderada três vezes por semana já melhoram o desempenho do cérebro das crianças.


Grávidas que se exercitam podem gerar bebês com cérebros melhor desenvolvidos do que gestantes sedentárias. Foi o que descobriu um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade para Neurociência dos Estados Unidos, em San Diego.
A pesquisa avaliou dezoito mulheres grávidas e, depois, analisou a atividade cerebral de seus bebês até eles completarem doze dias de vida. Parte das gestantes foi orientada a praticar atividade física a partir do segundo trimestre da gravidez. Elas faziam ao menos 20 minutos de exercícios cardiovasculares de intensidade moderada (pilates, caminhada, passeio de bicicleta ou natação, por exemplo) três vezes por semana. O restante das mulheres não se exercitou ou praticou pouca atividade (menos do que 12 minutos por semana) ao longo da gestação.
Segundo o estudo, quando as crianças tinham apenas dez dias de vida, já era possível observar que o cérebro daquelas cujas mães praticaram atividade física durante a gravidez era mais desenvolvido do que o dos bebês cujas mães não se exercitaram ao longo da gestação. Em testes que monitoraram a atividade cerebral das crianças, os filhos de mães fisicamente ativas foram capazes de reconhecer um novo som com menos esforço do que os outros, mostrando que o órgão deles era mais eficiente.
De acordo com Elise Labonete-LeMoyne, coordenadora do estudo, outras pesquisas já haviam relatado que a atividade física durante a gravidez promove uma série de benefícios à criança, mas essa é a primeira vez em que um trabalho mostra que os exercícios impactam especificamente o desenvolvimento cerebral do bebê. Segundo Elise, ela e sua equipe continuarão a acompanhar as crianças que participaram do estudo para saber se esse maior desenvolvimento cerebral tem efeitos a longo prazo.
FONTE: Revista Veja

domingo, 2 de junho de 2013

Pilates ajuda a reduzir o estresse do dia a dia

O estresse é o estado de alerta em que o organismo entra ao se deparar com algo que requeira mais esforço ou concentração. Por exemplo: quando somos questionados, entramos em estado de estresse para nos concentramos e responder.

O estresse, na dose certa, faz bem à saúde, pois mantém o cérebro estimulado e ativo.

Quando prolongado, pode causar malefícios e ser nocivo à saúde. Por exemplo: quando uma pessoa se preocupa com o peso sem motivos, ou por achar que não está evoluindo da maneira que gostaria; ou quando a mãe vive apenas para cuidar da criança, sem horário de descanso nem tempo para si mesmo; enfim, tudo isso estimula por tanto tempo o cérebro que causam um desequilíbrio químico, o que prejudica o funcionamento perfeito do organismo.

O estresse constante provoca um aumento acima do normal da produção do cortisol. Este hormônio é chamado hormônio do ESTRESSE. Ele deve ser produzido de forma dosada, para que estabeleça um funcionamento adequado do nosso organismo. Quando estes níveis estão desregulados, pode levar a um quadro de fadiga crônica.

O mecanismo funciona assim: no início do estresse, a adrenal aumenta a produção de cortisol, mas com a permanência do estímulo a própria glândula se dessensibiliza e a produção de cortisol desequilibra. O corpo percebe isso como se não pudesse mais descansar. Para ele, é como se não houvesse mais diferença entre dia e noite e o estado de alerta fosse constante. Com a persistência do quadro, surgem os problemas mais graves: insônia, depressão, obesidade, fibromialgia, fadiga crônica, aumento do risco de enfartes, AVC, trombose e uma considerável baixa de imunidade, etc…

E de que forma o Pilates ajudaria a equilibrar o stress?

Primeiramente, pela prática consciente e completa da respiração durante a execução de todos os exercícios. Segundo B.K.S. Iyengar, mestre indiano de Yoga, “controlar a respiração e observar seus ritmos aquieta a consciência. Ao controlar a respiração você está controlando a consciência, e, ao controlar a consciência, você dá ritmo a respiração”.

Já se comprovou que a respiração lenta e profunda reduz significativamente os níveis de cortisol no sangue ao longo do tempo. A hipersecreção contínua de cortisol, responsável pela reação de estresse generalizada, é a responsável pelos estados negativos como depressão, por exemplo, em contrapartida, baixos níveis de cortisol estão relacionados a sensação de bem-estar.

Por esse motivo, terminamos uma aula de Pilates sentindo o corpo trabalhado, energizado e com uma grande sensação de bem-estar.

Outro componente para a redução do stress é aprender a mover-se sem tensão, usando apenas os músculos necessários para a realização de um determinado movimento. O relaxamento consciente e seletivo proporciona maior economia de movimentos, facilita a fluidez, o controle e a precisão de movimentos.

A concentração garante a execução de movimentos conscientes e corretos. Ao concentrar-se em si mesmo, no próprio corpo, elimina-se a tendência de vaguear a mente por assuntos diversos que não nos ocupam aqui e agora.

A melhor notícia é que exercitar-se desta forma traz benefícios não apenas durante e logo após o término da aula de Pilates. Esse aprendizado de si mesmo é levado para todas as situações cotidianas nos ajudando a reconhecer os estados físicos e mentais e consequentemente nos proporcionando a oportunidade de agir de forma mais eficiente e consciente em todos os planos da vida.

Aquietar a mente, desenvolver equilibradamente o corpo reconhecendo o seu limite integra nosso ser e nos aproxima de nossa alma!

Fonte: Mais que Perfeita

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Exercícios de pilates aliviam dores na lombar, aponta pesquisa da Unesp



Estudo realizado em Rio Claro reuniu 20 voluntárias, entre 18 e 25 anos.
Fisioterapeuta indica exercícios para o fortalecimento da musculatura.

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro (SP) aponta que exercícios de pilates podem aliviar dores na região lombar da coluna. O estudo chamou a atenção de especialistas e foi publicado  em uma revista australiana ligada à Associação de Pilates, o que mostra que as descobertas podem ajudar nos efeitos do tratamento da dor lombar.

Segundo o fisioterapeuta e orientador da pesquisa, Mauro Gonçalves, a explicação para esse desconforto está no desequilíbrio muscular. "São os músculos do abdômen, os abdominais, e os músculos das costas. Se eles não estão equilibrados, no sentido da sua força, vai existir dor lombar, mesmo em pé, sentado ou deitado", explicou Gonçalves.

A estudante Fernanda Cristina Milanezi sente dores ao realizar atividades de rotina, como lavar louça. "Tenho que flexionar o tronco para a frente, eu não aguento de dor nas costas. Para mim, é muito difícil continuar fazendo, em um longo período de tempo, lavar louça ou roupa, porque eu não aguento. Tenho que deitar para descansar a coluna", contou a estudante.

Fernanda foi uma das 20 voluntárias, com idades entre 18 e 25 anos, que a pesquisa reuniu. Durante seis meses, três vezes por semana, elas dedicavam uma hora por dia para realizar as atividades específicas no laboratório da Unesp.

"Os exercícios que a gente escolheu são exercícios iniciais e intermediários do método pilates, que visam a ativação e o recrutamento da musculatura abdominal baixa, que é uma musculatura importante para estabilidade da coluna e prevenir dores na lombar, e alguns exercícios para glúteos e coxas", disse a doutoranda em fisioterapia Nise Ribeiro Marques. (Veja exercicios no vídeo acima).

O resultado, ao final das avaliações, representa uma esperança para pessoas como a estudante Fernanda, que sonham em viver sem dor. "Pode continuar melhorando a minha postura, melhorar o fortalecimento dos meus músculos e, assim, ter uma vida com menos dor", declarou.

Pilates e o Salto Alto



O uso constante do salto alto pode desencadear dores nas costas, tornozelo, pernas e pés, além de acarretar em uma série de compensações e alterações de postura.

Para diminuir os impactos e reduzir as dores ocasionadas pelo salto alto, muitos especialistas aconselham a prática do Pilates, que trata-se de uma atividade que proporciona aumento da força, flexibilidade, alinhamento corporal, maior coordenação, melhor mobilidade das articulações e favorece a respiração.

São elementos que contribuem para um maior equilíbrio físico, e atuam diretamente no alongamento do corpo, prevenção de lesões, além de auxiliar no vigor e estabilidade.

Favorece o equilíbrio físico e mental, mas para que isso aconteça é necessário o entendimento dos desequilíbrios e a organização das atividades motoras para que se possa atingir o desenvolvimento do  corpo e da  mente.

O uso frequente do salto, pode contribuir para que os músculos do calcanhar possam ficar comprimidos e menos flexíveis e com a contração da panturrilha pode suscitar no encurtamento muscular.

Destacamos os principais benefícios do Pilates:
- Atenua dores nas costas, previne lesões através do fortalecimento integral da musculatura;
- Trabalha o alinhamento corporal e o fortalecimento da musculatura abdominal;
- Favorece a capacidade cardiorrespiratória, desenvolve a energia física através da tonificação, alongamento e definição muscular;

O Pilates trabalha na articulação, mobilidade e alongamento favorecendo na prevenção e tratamento dos músculos das pernas e pés.

FONTE: www.blogstudiopilates.com.br/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mastigar devagar ajuda na perda de peso


Na busca quase eterna por boa forma e qualidade de vida, a alimentação adequada é fundamental. Mas, além de se preocupar com a ingestão de alimentos saudáveis e nutritivos, uma das primeiras dicas para quem quer perder peso é mastigar devagar. Isso faz com que se coma menos, já que a sensação de saciedade chegará antes de se comer mais do que o necessário. Isso porque o organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro de que está saciado.
—  A mastigação lenta proporciona uma comunicação efetiva entre estômago e cérebro, fazendo com que haja maior liberação de hormônios de saciedade e também aumente a percepção de quando se está realmente satisfeito. Com isso, há uma menor ingestão de alimentos e, consequentemente, o controle do peso — explica a nutricionista Bruna Chagas Petrungaro.
No caso de alimentos sólidos _ especialmente as carnes bovinas _, o ideal é mastigar pelo menos 30 vezes antes de engolir. Ao mastigar devagar, os alimentos se mantêm por mais tempo em contato com as papilas gustativas presentes na língua. Como é por meio delas que se sente o sabor, quanto mais mastigações, maior será a apreciação do alimento e o estímulo das papilas. Logo, maior será a percepção da saciedade.
O processo de digestão inicia-se pela boca. Com uma mastigação correta, a produção de saliva é mais eficiente, o que ajuda a formar um bolo alimentar mais macio e fácil de ser deglutido, evitando vários problemas e desconfortos gástricos.
— Além disso, a mastigação mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma do osso e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão — complementa a fonoaudióloga Paula Pinheiro.
Para melhorar a digestão
:: Descanse os talheres no prato a cada mastigação.
:: Coloque pouca comida no garfo.
:: Escolha um local calmo e tranquilo para fazer suas refeições.
:: Evite realizar outras atividades durante a refeição (como ver TV, ler jornal ou acessar a internet)
:: Inicie a refeição com um prato ou porção generosa de salada. Enquanto mastiga lentamente as verduras e legumes, você ganha tempo para que a mensagem de saciedade chegue ao cérebro e se reduz a chance de repetir, por gula, o prato quente _ e mais calórico.
:: Limite a ingestão de líquidos como acompanhamento da refeição a um copo de 200ml. Dê preferência à água sem gás ou sucos naturais. Além de atrapalhar a digestão, o excesso de bebida pode aumentar o volume do estômago, fazendo com que a pessoa consuma uma maior quantidade de alimentos.
FONTE: www.zerohora.clicrbs.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

Dor na coluna em cirurgiões dentistas




A coluna vertebral é constituída de 33 vértebras formando o eixo ósseo do corpo e está condicionada a oferecer resistência de um pilar de sustentação, mas também a flexibilidade necessária à movimentação do tronco (RIO, LOZANO, GARRO, 2004; DANGELO, FATTINI, 2007; SERRANO, 2009).
    Uma das maiores causas de afastamento prolongado do trabalho e de sofrimento humano são os transtornos da coluna vertebral. As cervicalgias e lombalgias apresentam uma incidência impressionantemente alta no trabalhador, muitas vezes precipitada pelas condições de trabalho que decorrem da utilização biomecânica incorreta da "máquina humana". Aproximadamente 60% das dores na coluna vertebral são causadas por dores musculares, em geral por retrações dos músculos devido à má postura, esforço físico, movimentos repetitivos de maneira errada e predisposição genética (MAEHLER, 2003).
    Os profissionais odontólogos estão entre os primeiros em afastamento do trabalho por incapacidade temporária ou permanente, com sintomas de dor e desconforto em diferentes regiões do segmento superior do corpo, sendo mais acometida a região do pescoço, ombro e coluna lombar A maioria dos quadros descritos pode ser enquadrada entre os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (SANTOS FILHO, BARRETO, 2001).
    Atualmente, as questões de saúde e organização relacionadas ao trabalho têm sido muito investigadas devido aos problemas verificados entre as diversas categorias de trabalhadores. Dentre as mais variadas atividades laborais, a odontologia se destaca por ser uma atividade voltada para a saúde, mas que exige muita precisão e concentração, o que impõe ao seu praticante uma série de fatores predisponentes a alterações sócio-psico-fisiológicas e organizacionais de seu trabalho (LOGES, AMARAL, 2005).
    A odontologia tem sido considerada uma profissão "estressante", colocando os profissionais odontólogos entre os primeiros lugares em afastamentos do trabalho por incapacidade temporária ou permanente, respondendo por cerca de 30% das causas de abandono prematuro da profissão (SANTOS FILHO, BARRETO, 2001).
    Tais profissionais experimentam comumente dor musculoesquelética durante o curso de suas carreiras. Enquanto a dor lombar ocasional ou dor de pescoço não é uma causa para alarme, se ocorrer dor regularmente ou desconforto e este é ignorado, o dano fisiológico cumulativo pode conduzir a um dano ou uma inaptidão profissional (VALACHI, VALACHI, 2003).
    Estudos sistemáticos sobre os distúrbios musculoesqueléticos em cirurgiões-dentistas vêm sendo realizados desde a década de 50, e são responsáveis pelas primeiras propostas de modificações no processo de trabalho dos dentistas, inclusive a mudança do trabalho da posição ortostática para a posição sentada (SANTOS FILHO, BARRETO, 2001).
    No trabalho sentado a maior parte dos músculos posturais estão relaxados. Do ponto de vista da atividade muscular, pode-se considerar a posição sentada como de baixo risco para algias da coluna, entretanto, as estruturas articulares, tornam-se expostas a maiores riscos de lesão. As cargas na coluna são sempre maiores na posição sentada do que na postura em pé, devido aos elementos posteriores da coluna vertebral que formam uma carga ativa quando em pé. No entanto, na posição sentada não há participação destes elementos de força anti-gravitacional, permitindo assim que os discos intervertebrais recebam uma carga maior, elevando o risco de lesões (BRITO, 2003).
    Na postura sentada, a parte inferior da coluna, a lordose lombar, é reduzida, sofrendo uma diminuição ou eliminação de sua curvatura fisiológica, tornando-se reta ou mesmo invertendo-se. Assim, diminui-se o espaço existente na parte da frente das vértebras e aumenta-se o de trás, forçando o núcleo pulposo, que estava no centro do disco, para trás (MAEHLER, 2003).
    Vários procedimentos odontológicos exigem para o dentista assumir e manter posições que podem ter desvantagens potenciais para seu sistema musculoesquelético. O trabalho com pacientes é executado freqüentemente com os braços elevados e sem apoio e com a coluna cervical flexionada e rodada. Estudos prévios informaram uma prevalência alta de sintomas no pescoço e na região do ombro como também da região lombar de dentistas que trabalham em prática clínica (MOEN, BJORVATN, 1996).
    A dor cervical localizada, conhecida como cervicalgia, é um problema de saúde extremamente comum na população geral (HOVING, 2002; CÔTÉ, 2004; CHIU, LAM, HEDLEY, 2005; ESTEBAN, 2006).
    Como doenças da coluna cervical estão ficando prevalecente na sociedade, estimativas indicam que 67% de indivíduos sofrerão dor cervical em alguma fase da vida (FALLA, JULL, HODGES, 2004).
    Nos Estados Unidos 50% a 70% da população irão sofrer cervicalgia pelo menos uma vez na vida, tanto quanto um terço é afetado a cada ano (HURWITZ, 2002).
    A dor na coluna cervical apresenta menor freqüência e incapacidade de trabalho que a dor lombar e com um número menor de consultas (SEPÚLVEDA, 2004).
    A faixa etária de maior incidência situa-se entre 45 e 65 anos, sendo mais freqüente no sexo feminino (FONSECA, DUARTE, ROSÁRIO, 2001; HOVING, 2002).

    A cervicalgia pode apresentar um quadro clínico de começo brusco ou de instauração lenta e evolutiva que se inicia no pescoço e logo se irradia para o ombro e extremidade superior, que se exacerba com os movimentos e se incrementa com o decúbito e o repouso noturno, acompanhando-se de parestesia (SEPÚLVEDA, 2004).
    Dentre as diversas Síndromes Dolorosas destacam-se as algias vertebrais, que acometem milhões de pessoas, sendo um dos principais incômodos da população, em que as lombalgias são observadas em 70% dos brasileiros, podendo relacionar-se com a má postura ou hérnias discais (TOSATO, 2006).
    Na consulta ortopédica as dores da coluna estão entre as queixas mais freqüentes dos pacientes, bem como representam causas comuns de afastamento do trabalho (FERNANDES, 2007).
    Dentre as doenças crônicas, estudos afirmam que 70 a 85% de todas as pessoas sofrerão de dor lombar em algum momento de suas vidas (CUNILL, 1993; GÓMEZ, 2001; LLERENA, NOVO, MARTÍNEZ, 2001; BIYANI, ANDERSSSON, 2004; SILVA, FASSA, VALLE, 2004; GONZÁLEZ-HIDALGO, 2006; ROBAINA, 2006).
    A lombalgia é a causa primária de inaptidão em indivíduos com idade inferior a 50 anos (GÓMEZ, 2001; LLERENA, NOVO, MARTÍNEZ, 2001; BIYANI, ANDERSSSON, 2004).
    Segundo a Associação Internacional para Estudo de Dor a lombalgia é uma intolerância para a atividade e inabilidade para trabalhar (GÓMEZ, 2001).
    Esta morbidade atinge principalmente a população com idade economicamente ativa (SILVA, FASSA, VALLE, 2004).
    A lombalgia pode apresentar fatores de risco que é fundamental identificar. Os fatores mecânicos como posturas estáticas adotadas no trabalho, vibração, tarefas repetitivas e condução prolongada são considerados como fatores de risco. Há também fatores pessoais a serem considerados, como a idade, o sexo, obesidade, IMC elevado e hábitos tabágicos (PONTE, 2005; OLIVEIRA, ZABKA, FLORES, 2008).
    O trabalho físico pesado, levantamentos, posturas estáticas, flexões e torções, vibração, ambientes desagradáveis e tarefas repetitivas, são fatores que estão também associados com aumento do risco de dor lombar (GÓMEZ, 2001).
    A lombalgia tem como causas algumas condições como: congênitas, degenerativas, inflamatórias, infecciosas, tumorais e mecânico-posturais (ANDRADE, 2005; SERRANO, 2010).
    Na lombalgia a dor não apresenta irradiação importante, a intensidade da dor é variável, desde uma sensação de desconforto até uma dor lacinante, quase sempre há transtorno funcional, impedindo o paciente de recostar, trabalhar ou deitar. Em alguns casos há bloqueio funcional, ficando o paciente em uma posição rígida, sem condições de exercer qualquer atividade. É comum a presença de rigidez matinal que melhora com a movimentação. Mudanças de posição, o ato de sentar, deambulação, tosse, espirros e pequenos esforços provocam dor. Observa-se limitação da mobilidade da coluna, dor a palpação da região lombar, podendo haver uma área extremamente sensível (PORTO, 2000).
    O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de algias na coluna vertebral em cirurgiões dentistas, decorrentes da prática da atividade clínica profissional, bem como verificar qual a prevalência de algia, definir qual o segmento mais acometido e estabelecer critérios relacionados à postura e presença da dor.

Materiais e métodos

    Foram sujeitos da pesquisa 47 cirurgiões-dentistas, portadores ou não de algias vertebrais, independente da doença, sexo ou idade. Todos pacientes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido.
    Foram analisadas como exposições as variáveis demográficas (sexo, idade, cor da pele e situação conjugal), comportamentais (tabagismo, carga horária de trabalho, procura de auxílio médico e resultado com terapias), ergonômicas (trabalho sentado, trabalho em pé, trabalho com esforço físico, trabalho com vibração, trabalho de repetitividade, trabalho em posição viciosa, trabalho em posição estática de rotação de tronco, trabalho em posição estática de flexão anterior de tronco, trabalho em posição estática de rotação de cervical, trabalho em posição estática de flexão cervical, trabalho em posição estática de extensão cervical e se conhece sobre ergonomia), álgicas (dor na coluna cervical, dor na coluna torácica e dor na coluna lombar) e nutricional (peso, estatura e índice de massa corporal – IMC).
    As variáveis ergonômicas foram caracterizadas pela percepção do entrevistado identificando entre as opções (nunca, raramente, geralmente, sempre) qual delas caracterizava melhor a freqüência de exposição. Entre as variáveis aferidas estão esforço físico, vibração e repetitividade, bem como posição viciosa e variáveis álgicas (dor na coluna cervical, na coluna torácica e na lombar).
    A variável tabagismo foi coletada nas categorias de nunca fumou, ex-fumante ou fumante atual. O IMC dos indivíduos foi medido pelo peso (Kg) referido, dividido pela altura (cm) referida elevada ao quadrado.
    Os resultados foram obtidos através de análise estatística simples utilizando porcentagem, e descritos de forma dissertativa.

Resultados

    Foram estudados 47 indivíduos, com idade entre 23 e 71 anos, sendo que 51% eram do sexo masculino e 94% era da cor branca. A situação conjugal aponta que 70% era casado ou vivia com companheiro.
    Na análise bruta 43% encontrava-se em idade economicamente ativa, entre 30 e 39 anos, e que 81% trabalham oito horas diárias ou mais. Entre todos os participantes 28% procuraram por auxilio médico, e 53% apresentaram resultados com terapias, bem como 96% dos participantes nunca fumaram
    Para definir as prevalências das variáveis ergonômicas, as freqüências obtidas nas categorias "geralmente" e "sempre" foram reunidas em um único grupo. Em relação à posição observou-se que 100% trabalhavam sentado e que 94% dos indivíduos consideravam que trabalhavam em posição viciosa. Foi apontado que 94% trabalhavam com movimentos repetitivos; 25% realizava trabalho com esforço e 23% estavam expostos a vibração, geralmente ou sempre.
    Sobre a postura de trabalho 75% trabalhava com rotação de tronco e 85% com inclinação do tronco. Na coluna cervical 83% trabalhava com rotação cervical; 75% com flexão cervical e 53% com extensão cervical.
    Sobre ergonomia 96% dos participantes afirmavam que conhecia, geralmente ou sempre.
    No tocante algias vertebrais o presente estudo apresenta prevalência de 60% para lombalgia seguida de 42% de cervicalgia. Em relação às algias vertebrais relacionadas com a postura de trabalho constatou-se que prevalece na posição sentada, sendo prevalente a lombalgia com 55,3%, seguida de cervicalgia com 40,4%.
    Em relação ao peso dos participantes, 26% apresentaram entre 50-59 kg e 26% com 80 kg ou mais. A estatura prevaleceu 32% entre 1,60-1,69m, e 4% apresentava IMC correspondente a obesidade (igual ou superior a 30 kg/m2).

Discussão

    De acordo com os dados coletados, a idade apresentou-se maior na faixa etária considerada produtiva, até 50 anos (85%), com a prevalência de 51% do sexo masculino, diferindo de outros estudos como Santos Filho, Barreto (2001) e Maehler (2003) que aponta prevalência de 58% e 66% dos entrevistados para o sexo feminino.
    A situação conjugal nos apresentou que 70% eram casados ou viviam com companheiros, se aproximando dos resultados encontrado por Santos Filho, Barreto (2001), Loges, Amaral (2005) e Ponte (2005), em que os entrevistados casados apresentava entre 54% a 72% de prevalência.
    Observou-se que 96% dos participantes nunca fumaram, se aproximando dos dados obtidos por Santos Filho, Barreto (2001) e Loges, Amaral (2005), apresentando que 84% e 90% dos entrevistados não eram tabagistas. A interferência do tabagismo não alterou os quadros de algias, não relacionando-se com os trabalhos de Ponte (2005) e Oliveira, Zabka, Flores (2008) em que apresenta hábitos tabágicos como fator de risco para a lombalgia.
    Em relação à carga horária de trabalho 81% trabalham oito horas diárias ou mais. sendo prevalente também no estudo realizado por Maehler (2003), apontando que 71% dos entrevistados trabalham oito horas diárias ou mais. Como afirma Graça, Araújo, Silva (2006) não é aconselhável que o cirurgião dentista permaneça na mesma posição por um longo período, sugerindo-se a mudança de postura a cada duas horas, aliviando a circulação e evitando a fadiga muscular.
    Entre todos os participantes 28% procuraram por auxilio médico, e 53% apresentaram resultados com terapias, diferindo dos dados obtido por Maehler (2003), em que 55% procuraram auxilio médico, podendo ser justificado em nosso estudo que 53% dos participantes obtiveram resultados de alivio com terapias, não procurando por auxílio médico.
    É necessário que os profissionais de odontologia se conscientizem quanto ao cuidado de seu maior patrimônio: seu próprio corpo. Pausas para descanso entre os atendimentos, adoção de métodos preventivos, como, exercícios regulares, massagens, cuidados com a postura, são algumas alternativas que podem ser adotadas a fim de prevenir e/ou minimizar os possíveis problemas musculoesqueléticos, advindos da profissão, considerada uma das mais estressantes na área da saúde.
    Quanto à postura todos os indivíduos afirmaram que geralmente ou sempre se utilizam da postura sentada, 94% com movimentos repetitivos e 26% trabalham com esforço físico, apresentando diferença significativa com outro estudo apresentado4 em que 80% dos entrevistados afirmaram trabalho com esforço físico.
    Pelo estudo realizado, fatores como o maior acometimento de lombalgias, podem ser indicativos de uma necessidade de melhor adaptação dos equipamentos às necessidades antropométricas, bem como a qualidade e especificidade de cada equipamento, de acordo com o tipo de atividade desenvolvida e as necessidades de cada gênero.
    Entre todos os indivíduos participantes do presente estudo, 94% consideravam que trabalhavam com uma posição viciosa, sendo que a maioria adotava a posição de inclinação anterior de tronco e rotação de tronco associado com rotação cervical e flexão cervical, variando com 53% que afirmaram que geralmente ou sempre adotam a posição de extensão cervical, acompanhando a tendência encontrada no estudo de Maehler (2003) que aponta a mesma posição como sendo a prevalência.
    No tocante algias vertebrais o presente estudo apresenta prevalência de 60% para lombalgia seguida de 42% de cervicalgia, se aproximando dos valores encontrados nos estudos apresentados por Moen, Bjorvatn (1996), Santos Filho, Barreto (2001) e Loges, Amaral (2005) e diferindo dos dados apresentados por Maheler (2003), em que relata a prevalência de 24% de cervicalgia e 17% de lombalgia, tendo como alvo os acadêmicos de odontologia, enquanto os demais autores utilizaram-se de profissionais atuantes.
    Diante da complexidade de se avaliar as algias, faz-se necessário uma maior quantidade de estudos para que se possa verificar resultados mais fidedignos, bem como as características dos quadros álgicos, a influência de outros fatores que não físicos na intensidade e prevalência da dor, e o melhor posicionamento que se adapte as necessidades do profissional.
    A obesidade pode causar alterações no equilíbrio biomecânico do corpo propiciando assim o risco de dor lombar (Oliveira, Zabka, Flores, 2008), o que não apresenta relação com o presente estudo, em que 4% apresentava-se com o IMC elevado, correspondente a obesidade

Conclusão

    O presente estudo apresenta prevalência de 60% para lombalgia seguida de 42% de cervicalgia, sendo o segmento vertebral mais acometido representado pela coluna lombar, seguido com a coluna cervical.
    A atividade do cirurgião dentista possui uma variedade de aspectos e funções, não podendo se abranger somente neste estudo. Este se deteve a investigar a profissão como um todo. Porém, sabe-se que a odontologia é feita de várias especialidades distintas entre si, e com atividades laborais e físicas muito específicas. Essas, futuramente devem ser investigadas de forma separada, para que se possa ter uma intervenção ergonômica focalizada nas necessidades de cada especialidade. Sendo assim, trabalhos mais aprofundados em relação à postura de trabalho associada às especialidades, na organização de trabalho e sobre os equipamentos utilizados nas atividades dos odontólogos, baseados nos achados do presente estudo, podem levar a uma melhoria na qualidade da atividade laboral e de vida deste segmento profissional.

Fonte: www.doresnacoluna.chakalat.net