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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Atividade física é uma das melhores amigas do seu coração



Nem sempre dormir ou descansar é a atividade ideal para recarregar as energias de um cotidiano corrido e repleto de tensões. Se exercitar, sim. E os resultados são melhores ainda se a prática for aeróbica. "Por melhorar o preparo físico, os exercícios fazem com que você tenha mais disposição para realizar as tarefas do dia", explica o especialista em medicina do exercício Daniel Arkader Kopiler, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

E os benefícios não param por aí. A prática de atividades físicas também libera substâncias como a endorfina, que dá sensação de bem-estar e aumenta autoestima. Ou seja, deixando a preguiça de lado você cuida melhor do corpo e da mente. Além de aumentar a disposição, esse tipo de atividade dá aquele empurrão para o ponteiro da balança descer.

Um estudo realizado na Grã-Bretanha indica que exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes na inibição do apetite do que as chamadas atividades anaeróbicas, como a musculação. Segundo a pesquisa, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, o peptídeo YY e a grelina. O primeiro inibe a fome, e o segundo é conhecido por atuar em seu estímulo.

Praticar exercícios não é bom apenas para queimar calorias. A atividade física também é uma das melhores amigas do seu coração e ajuda você a continuar jovem. Um estudo canadense publicado na revista científica PLoS One mostrou que os benefícios de duas idas semanais à academia de ginástica deixam os músculos mais fortes e também mais jovens. Por isso, corra, pule, ande ou dance.
Escolha a atividade que te agrada mais e vá em frente. Vale lembrar que pessoas sedentárias devem fazer exames médicos e check-ups antes de começar a praticar exercícios, principalmente se há histórico de obesidade e problemas de coração.

FONTE: www.minhavida.com.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Má circulação nas pernas: conheça os hábitos para evita-la



O problema normalmente se manifesta por dores nas pernas ao andar, que pioram ao correr ou subir escadas


A dificuldade de circulação nas pernas na medicina é denominada doença arterial periférica, que acontece quando as artérias dos membros inferiores responsáveis por levar o sangue que sai do coração cheio de nutrientes e oxigênio para as extremidades apresentam algum problema que dificulta a chegada deste sangue. Quando andamos, por exemplo, precisamos de energia, glicose e oxigênio para que os músculos envolvidos no movimento possam trabalhar. Precisamos também de uma boa irrigação sanguínea para nutrição da pele, tecidos, unhas, pelos, ossos, enfim para todo o tecido vivo. 
Quando somos jovens, as artérias são lisas e capazes de conduzir todo o sangue necessário para as nossas necessidades. Com o passar dos anos, elas vão se desgastando, assim como todo o organismo. Nesse processo de degeneração, elas podem apresentar acúmulo de gordura em suas paredes, o colesterol, por exemplo, que vai causando um estreitamento da parte interna do vaso, dificultando a passagem de sangue. Essa gordura acumulada pode obstruir parte do vaso e, se não for tratada, pode chegar a obstruir toda a passagem de sangue em um determinado segmento do vaso sanguíneo. Por isso é importante fazermos um controle do colesterol, pois, se ele estiver aumentado, a possibilidade de ele se acumular é maior. 
Essa situação pode se agravar com o vício do cigarro, a ingestão de comidas gordurosas e frituras, o estresse intenso e a vida sedentária. Cada um desses fatores pode agravar a doença arterial, sendo que o pior é o tabagismo. 
Por isso, veja os hábitos que previnem o problema: 
  • Faça um levantamento das tendências familiares e, se houver casos de má circulação na família, procure o médico antes de sentir alguma coisa para fazer um check up vascular
  • Pare de fumar
  • Procure ter uma alimentação saudável, evitando gorduras animais, frituras e abusando de saladas, verduras, legumes, peixe e azeite de oliva
  • Tente lidar melhor com o estresse
  • Procure fazer uma atividade física regular que trabalhe principalmente a musculatura da panturrilha
  • Faça um controle rigoroso do colesterol, triglicérides, glicose sanguíneos
  • Pense saúde e não deixe a doença acontecer na sua vida.

Sintomas da má circulação nas pernas

O sintoma inicial mais comum na doença arterial periférica é a dor nas pernas, que aparece na panturrilha quando andamos. Com o movimento, precisamos de mais sangue para levar nutrientes ao músculo. Se este sangue com nutrientes não chega de forma suficiente, a maneira do corpo nos informar que algo não está funcionando bem é a dor. Ou seja, a dor que aparece ao andar e piora quando corremos ou subimos e que melhora quando paramos de movimentar é característica da má circulação. Essa dor pode ser piorada pelo frio intenso, que produz vasoconstricção, fazendo os vasos diminuírem e piorando ainda mais a chegada de sangue ao local necessário. Também pode piorar quando elevamos a perna, pois o sangue vai ter mais dificuldade de subir até a extremidade elevada. 
É muito importante estarmos atentos à linguagem corporal, neste caso a dor, que pode vir acompanhada de mudança de coloração da pele, que fica arroxeada ou pálida, e da sensação de perna fria. A queda dos pelos na perna também é um sinal de atenção. 
Se a doença não for reconhecida e tratada, pode evoluir para consequências mais graves como lesões ulceradas que provocam muita dor e até perda do membro por morte de tecidos levando à amputação do membro. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Conheça os diferentes tipos de água que prometem emagrecer



Água de berinjela, água com limão, água de gengibre, água Sass, veja quais delas realmente funcionam


Água de berinjelaágua de gengibre, água com limão, entre outras. Essas são apenas algumas das variedades da água que associadas ao emagrecimento e melhorias na saúde. Mas será que elas funcionam? Conversamos com nutricionistas e descobrimos que determinado tipos de fato proporcionam benefícios, mas passam longe do milagre prometido em certas publicações. "A água natural ainda é a melhor opção para hidratar, essas águas com sabor podem ser interessantes para quem não tem o hábito de beber água", diz a nutricionista Patrícia Pinesi, da clínica Maria Fernanda Barca.
A seguir, veja as características dos principais tipos de água:

1. Água potável

A água potável é essencial para o emagrecimento e manutenção da saúde. "A partir do momento em que começamos a entrar em um processo de desidratação as pessoas podem confundir sede com fome e acabam comendo mais", explica a nutricionista Patrícia Pinesi, da clínica Maria Fernanda Barca.

Além disso, todas as reações do nosso organismo acontecem na presença de água, inclusive a quebra de gordura. A hidratação correta ainda mantém a saúde e contribui para a eliminação de toxinas e o transporte de nutrientes para as células de uma forma mais adequada. 

A recomendação é ingerir entre 30 a 35 ml por kg de peso corporal de líquidos, o que em média fica em torno de 2 litros por dia.

2. Água de gengibre

Esta água pode contribuir para o emagrecimento saudável desde que seja ingerida da maneira correta, e claro, que faça parte de uma dieta balanceada. "O ideal é consumir o gengibre ralado ou espremido, não em rodelas. Ele tem que soltar seu líquido, o melhor é consumi-lo na salada, mas se quiser ralar na água e tomar, também pode", conta Patrícia. 

O gengibre ajuda na perda de peso porque tem ação termogênica. "Por isso, auxilia no processo de queima de gordura e aceleração metabólica, mas ele não é responsável pelo processo de emagrecimento de fato. Ele ajuda sim, mas uma boa alimentação e atividade física diária é muito mais efetivo e saudável", destaca a nutricionista Vivian Ragasso, do Instituto Cohen de Ortopedia. 

Pessoas com taquicardia devem consumir a água com moderação e evitar consumir o gengibre, pois ele possui efeito termogênico e em excesso pode elevar os batimentos cardíacos.

3. Água com limão

Não há comprovações cientificas de que a água com limão de fato contribua para a perda de peso. "Entretanto, o poder alcalinizante do limão pode auxiliar nos processos de desintoxicação facilitando a perda de peso, desde que dentro de um conjunto de mudanças para adoção de hábitos saudáveis de alimentação", observa a nutricionista Hannah Médici. Pessoas com gastrite, úlcera no estomago e intestino ou outros problemas no trato gastrointestinal devem evitar essa prática.

4. Água Sass

A água Sass foi criada pela nutricionista americana Cynthia Sass e conta com gengibre ralado ou espremido, fatias de limão, pepino e folha de hortelã. Todos esses alimentos ficam de molho na água por 12 horas e depois ela é consumida. Por conter o gengibre ralado ou espremido, esta água pode contribuir um pouco para o emagrecimento saudável desde que aliada a uma dieta balanceada. "É uma fórmula muito boa pra ajudar no processo de detox sim, mas não é efetiva no emagrecimento. O melhor seria bater todos esses ingredientes e consumir após isso", diz Vivian.

FONTE: minhavida.com.br


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dor nas costas pode ser sintoma de problemas em outras partes do corpo

pilates



As dores nas costas têm sido responsáveis pela grande ocorrência de visitas aos consultórios médicos. Trata-se de uma queixa comum tanto entre o público mais jovem quanto para as pessoas de idade mais avançada. Na grande maioria dos casos, essas dores acarretam mudanças no estilo de vida do paciente com redução de movimentos e atividades (até as mais simples e corriqueiras), o que compromete, significativamente, a qualidade de vida do indivíduo.

Muitas vezes, as dores nas costas são associadas a problemas posturais, uma vez que hábitos inadequados de postura durante a realização de atividades ou mesmo em posição estática pode comprometer, severamente, a saúde da coluna vertebral, contribuindo para o surgimento de dores.

Entretanto, o que muitas pessoas não sabem é que o problema que causa as dores nas costas pode, muitas vezes, não ter a sua origem na própria coluna vertebral, mas sim remeter a outras afecções no corpo. Por uma questão de automaticidade, se eu sinto uma dor no braço, logo procuro um tratamento para a dor naquela região. O mesmo acontece se a dor for na perna, na cabeça ou na própria coluna. Nesse contexto, o problema está no foco em tratar, apenas, a dor e não a patologia que é, de fato, a causa daquele desconforto.

Dores nas costas como sintoma de problemas em outras regiões do corpo 

Algumas doenças que surgem na coluna, acabam afetando outras regiões do corpo. É o caso, por exemplo, da dor no nervo ciático (uma inflamação ou dano ao nervo ciático que se localiza desde a coluna lombar até os pés). Dentre os sintomas da dor ciática está a irradiação dos desconfortos (dores, formigamento, sensação de queimação, etc.) para a região posterior da coxa ou da perna. De modo inverso, as dores que se manifestam na coluna também podem ser consequência de outras complicações de saúde, não, necessariamente, de origem nesta região.

Nenhum tipo de dor deve ser ignorado, principalmente, os tipos mais persistentes e que tendem a piorar com o tempo. Dores na coluna podem revelar simples contraturas ou distensões musculares de tratamento mais simples ou mesmo natural, mas também podem indicar a presença de doenças graves. Um exemplo é a osteoporose que consiste na redução de densidade da massa óssea e que atinge mais comumente as mulheres. Essa doença metabólica pode causar dores frequentes nas costas. No caso das doenças renais, a maioria não causa dores nas costas, mas o surgimento de pedras em um dos rins ou nas vias urinárias, assim como alguns casos de infecção urinária, pode acabar resultando em intensa dor lombar com a irradiação, inclusive, para a virilha.

Tratando efetivamente das dores nas costas

A principal maneira de lidar com a dor nas costas é investigar, antes de mais nada, a sua causa. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o equívoco de uma doença que possa ser evidenciada como causa da dor, mas que, na verdade, não tenha associação e, assim, agravar a condição do paciente ao ser tratado de forma inadequada.

O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo diferentes tipos de exames a serem realizados por diversos médicos, para só então iniciar um atendimento específico para aquele quadro. É muito importante alertar para os riscos da automedicação. Utilizar analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares é perigoso, principalmente, se o paciente não sabe ainda a causa das dores nas costas e não recebeu uma prescrição médica adequada de medicamentos.

No entanto, o melhor tratamento ainda consiste na prevenção! Cuidados com a sobrecarga de trabalho e durante as atividades domésticas devem ser adotados. Bem como realizar momentos de relaxamento ao longo do dia. O exercício físico também é uma importante ferramenta, pois, uma vez praticado regularmente, proporciona a melhora do condicionamento físico, controlando o aparecimento de lesões e viabilizando preparo muscular para a rotina diária.

O médoto Pilates é altamente recomendado por médicos e não há contrata indicação. É um ótimo aliado no tratamento e na prevenção de dores nas costas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Exercícios na gravidez ajudam no desenvolvimento cerebral do bebê

Segundo pesquisa, 20 minutos de atividade cardiovascular moderada três vezes por semana já melhoram o desempenho do cérebro das crianças.


Grávidas que se exercitam podem gerar bebês com cérebros melhor desenvolvidos do que gestantes sedentárias. Foi o que descobriu um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade para Neurociência dos Estados Unidos, em San Diego.
A pesquisa avaliou dezoito mulheres grávidas e, depois, analisou a atividade cerebral de seus bebês até eles completarem doze dias de vida. Parte das gestantes foi orientada a praticar atividade física a partir do segundo trimestre da gravidez. Elas faziam ao menos 20 minutos de exercícios cardiovasculares de intensidade moderada (pilates, caminhada, passeio de bicicleta ou natação, por exemplo) três vezes por semana. O restante das mulheres não se exercitou ou praticou pouca atividade (menos do que 12 minutos por semana) ao longo da gestação.
Segundo o estudo, quando as crianças tinham apenas dez dias de vida, já era possível observar que o cérebro daquelas cujas mães praticaram atividade física durante a gravidez era mais desenvolvido do que o dos bebês cujas mães não se exercitaram ao longo da gestação. Em testes que monitoraram a atividade cerebral das crianças, os filhos de mães fisicamente ativas foram capazes de reconhecer um novo som com menos esforço do que os outros, mostrando que o órgão deles era mais eficiente.
De acordo com Elise Labonete-LeMoyne, coordenadora do estudo, outras pesquisas já haviam relatado que a atividade física durante a gravidez promove uma série de benefícios à criança, mas essa é a primeira vez em que um trabalho mostra que os exercícios impactam especificamente o desenvolvimento cerebral do bebê. Segundo Elise, ela e sua equipe continuarão a acompanhar as crianças que participaram do estudo para saber se esse maior desenvolvimento cerebral tem efeitos a longo prazo.
FONTE: Revista Veja

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mastigar devagar ajuda na perda de peso


Na busca quase eterna por boa forma e qualidade de vida, a alimentação adequada é fundamental. Mas, além de se preocupar com a ingestão de alimentos saudáveis e nutritivos, uma das primeiras dicas para quem quer perder peso é mastigar devagar. Isso faz com que se coma menos, já que a sensação de saciedade chegará antes de se comer mais do que o necessário. Isso porque o organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro de que está saciado.
—  A mastigação lenta proporciona uma comunicação efetiva entre estômago e cérebro, fazendo com que haja maior liberação de hormônios de saciedade e também aumente a percepção de quando se está realmente satisfeito. Com isso, há uma menor ingestão de alimentos e, consequentemente, o controle do peso — explica a nutricionista Bruna Chagas Petrungaro.
No caso de alimentos sólidos _ especialmente as carnes bovinas _, o ideal é mastigar pelo menos 30 vezes antes de engolir. Ao mastigar devagar, os alimentos se mantêm por mais tempo em contato com as papilas gustativas presentes na língua. Como é por meio delas que se sente o sabor, quanto mais mastigações, maior será a apreciação do alimento e o estímulo das papilas. Logo, maior será a percepção da saciedade.
O processo de digestão inicia-se pela boca. Com uma mastigação correta, a produção de saliva é mais eficiente, o que ajuda a formar um bolo alimentar mais macio e fácil de ser deglutido, evitando vários problemas e desconfortos gástricos.
— Além disso, a mastigação mantém a força dos músculos do rosto, modela a forma do osso e a posição dos dentes, além de ser a primeira fase da digestão — complementa a fonoaudióloga Paula Pinheiro.
Para melhorar a digestão
:: Descanse os talheres no prato a cada mastigação.
:: Coloque pouca comida no garfo.
:: Escolha um local calmo e tranquilo para fazer suas refeições.
:: Evite realizar outras atividades durante a refeição (como ver TV, ler jornal ou acessar a internet)
:: Inicie a refeição com um prato ou porção generosa de salada. Enquanto mastiga lentamente as verduras e legumes, você ganha tempo para que a mensagem de saciedade chegue ao cérebro e se reduz a chance de repetir, por gula, o prato quente _ e mais calórico.
:: Limite a ingestão de líquidos como acompanhamento da refeição a um copo de 200ml. Dê preferência à água sem gás ou sucos naturais. Além de atrapalhar a digestão, o excesso de bebida pode aumentar o volume do estômago, fazendo com que a pessoa consuma uma maior quantidade de alimentos.
FONTE: www.zerohora.clicrbs.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

Acredite se quiser: "Papai Noel faz Pilates"

Como é possível um velhinho subir no telhado, descer pela chaminé e ainda por cima carregando pacotes de presente.
Só tem uma explicação.
Ele faz Pilates!


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Exercício físico é melhor do que atividade intelectual para proteger a memória de idosos


De acordo com nova pesquisa, as atividades físicas, e não as que estimulam a mente, protegem o cérebro contra prejuízos que ocorrem com a idade

Segundo pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Grã-Bretanha, a atividade física pode ser melhor do que exercícios que estimulam a mente, como palavras-cruzadas, para proteger o cérebro contra o envelhecimento. Em um estudo feito com quase 700 idosos, esses especialistas concluíram que quem é fisicamente ativo tende a ter maiores volumes das massas cinzenta e branca do cérebro, o que indica que os prejuízos à memória e à cognição, que ocorrem naturalmente com a idade, são menores entre esses indivíduos.

A massa cinzenta é uma região do cérebro que possui o corpo das células nervosas e que abrange partes do órgão envolvidas no controle muscular, memória, fala e percepção sensorial, tais como ver e ouvir. A substância branca, por outro lado, conecta regiões do cérebro envolvidas no processamento das emoções, atenção, tomada de decisão e controle cognitivo. É normal que o cérebro diminua quando uma pessoa atinge uma idade mais avançada e, portanto, que essas funções sejam prejudicadas com o envelhecimento.

A pesquisa britânica, que foi publicada nesta terça-feira na revista Neurology, acompanhou, durante três anos, 691 idosos que tinham 70 anos no início do estudo. A equipe aplicou um questionário sobre atividade física, hobbies e outros hábitos, e também realizou exames de imagem no cérebro desses indivíduos.
Os resultados revelaram que os idosos que praticavam mais atividade física eram os mesmos que apresentavam o maior volume das massas cinzenta e branca no cérebro. Eles também mostraram estar mais protegidos contra lesões no cérebro que prejudicam a cognição e a memória em comparação com os idosos que se exercitavam menos. Os autores não encontraram, porém, diferenças significativas entre o cérebro daqueles que faziam mais ou menos atividades de lazer que não eram físicas, como palavras-cruzadas e leitura.
De acordo com os pesquisadores, no entanto, como o estudo foi observacional, trabalhos maiores devem ser feitos para confirmar esses achados.
FONTE: Revista VEJA

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tendinite e Tenossinovite no punho: Pilates é uma boa opção na prevenção e no tratamento dessas disfunções.



Tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão enquanto que a tenossinovite é uma tendinite acompanhada por uma inflamação na bainha protetora que envolve os tendões. Na maioria dos casos, esses problemas se manifestam simultaneamente, devido à proximidade de ambos os tecidos.
Os tendões são espessas cordas fibrosas que prendem os músculos aos ossos. Eles servem para transmitir a força de contração muscular necessária para mover um osso. Alguns desses tendões apresentam uma bainha protetorade tecido sinovial. A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular encarregada da produção da sinóvia. A proliferação dos fibroblastos sinoviais (células com intensa atividade de síntese) provoca umahiperplasia no revestimento sinovial, originando dano estrutural à cartilagem, osso e ligamentos.
Existem vários fatores que facilitam o surgimento dessas inflamações. Na maioria dos casos, essas disfunções são provocadas por pequenos traumatismos repetidos ou por movimentos bruscos de uma determinada parte do corpo. Afetam com maior frequência os desportistas e as pessoas que, pela sua atividade profissional, executam movimentos repetitivos como digitar no teclado do computador ou carregar constantemente qualquer tipo de peso. Além disso, atendinite e a tenossinovite também podem surgir como complicação de algumas doenças articulares crônicas, como é o caso da artrite reumatóide.
Os tendões localizados nos punhos estão mais propensos a esse tipo de inflamação. Os sintomas mais comuns são o aparecimento de dor intensa mesmo quando o movimento é de pequena amplitude, rigidez, inchaço no local, sensação perceptível de atrito pelo acúmulo ou ausência de líquido sinovial. Tendinites e Tenossinovites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas.
tratamento pode ser ou não medicamentoso, ambos com objetivo de aliviar os desconfortos, eliminar a inflamação e permitir que o tendão recupere seu funcionamento normal. Já é comprovado que exercícios físicos regulares fazem parte de alguns desses tratamentos. E o Pilates é uma excelente opção dentro desse grupo. É recomendável ser umaatividade assistida por profissionais especializados.
Recomendação de exercícios:
• Aquecimento dos punhos, antes dos exercícios. Círculos com os punhos com ou sem utilização de toning balls.
• Exercícios de descarga de peso com pouco tempo de permanência na posição. Protração e retração em 4 apoios, alongamento do gato, preparação do nadando, preparação da elevação posterior da perna. (Recomendados se o aluno estiver sem dor crônica).
• Alongamento ao final da série de exercícios.
FONTE: www.revistapilates.com.br

Pilates – O que é? Saiba tudo sobre o Pilates





A cada dia que passa o pilates vêm ganhando mais adeptos, muitos artistas e pessoas famosas que necessitam estar com o corpo bonito acabam aderindo a técnica do pilates, até mesmo para garantir uma ótima postura diante do seu público. Os benefícios do pilates são inúmeros, não só para o nosso corpo, mas também para a mente, saúde e bem-estar.

O foco do pilates é melhorar a qualidade de vida de seus praticantes, unindo corpo e mente num unico exercício.
Algumas pessoas que procuram o pilates como forma de atividade física se queixam de dores crônicas e pequenos desconfortos na coluna lombar, torácica e cervical. O pilates inicialmente estabelece uma série de exercícios com uma postura horizontal onde as correções podem ser feitas com mais facilidade e progressivamente passa-se para uma postura vertical.
Os profissionais que oferecem aula de pilates para seus alunos devem saber quando é a hora certa de avançar no programa de treinamento, sempre respeitando as necessidades e habilidades individuais de cada aluno. O profissional obrigatoriamente deve dispor de um bom conhecimento em anatomia, biomecânica e cinesiologia.

Quais os benefícios do Pilates?

  • 1. O pilates é uma atividade excelente para quem deseja relaxar, pois é uma atividade física que trás uma série de exercícios suaves, o que lhe ajuda a entender o seu corpo, além de entender como ele funciona também. O que consequentemente facilita na hora de liberar toda a tensão que fica no corpo, relaxar e combater o stress.
  • 2. O pilates ajuda a melhorar o seu equilíbrio e a coordenação, realinhando a coluna. Ter um equilíbrio melhor e uma ótima coordenação, o que significa uma qualidade de vida melhor, além de menos lesões. Já percebeu o equilíbrio e a postura dos atletas, bailarinos e esportistas? Podemos dizer que essa postura é graças ao pilates.
  • 3. Algumas pessoas tem pavor de ir na academia e ficar pegando pesos muito pesados. O pilates é a solução, pois é uma técnica de exercícios não aeróbico, além de ser bem suaves, mas que ao mesmo tempo tonifica e fortalece os músculos do corpo.
  • 4. A maioria das pessoas com mais de 65 anos de idade possui alguns sintomas relacionados à artrite. Os estudos sugerem que os exercícios moderados praticados com alongamento, que é o caso do pilates, ajudam a reduzir a dor da artrite e a necessidade de ficar tomando vários medicamentos. O pilates é uma atividade muito recomendada para as pessoas com mais de 65 anos de idade, pois ajuda a aliviar a artrite e a ciática.
  • 5. Os exercícios, independente da sua idade, ajudam a aumentar a densidade dos ossos e reduzir os riscos de fraturas, como é o caso da osteoporose. Cada dia surgem novas provas de que os exercícios não precisam ser feitos com uma carga de peso muito grande para aumentar a densidade dos ossos. As pessoas mais idosas se tornam muito mais ativas quando praticam alguma atividade física, bem como melhora seu equilíbrio, sua força, sua coordenação e a sua flexibilidade – o que ajuda a prevenir quedas, que podem resultar em fraturas debilitantes ainda mais em idosos. Os exercícios do pilates podem ajudar a prevenir ossos quebrados em pessoas idosas.
  • 6. Os exercícios do pilates também são uma ótima opção para aumentar a circulação das células com anticorpos que combatem infecções e tumores. As pessoas em boa forma física tendem a contrair menos resfriados e outras infecções respiratórias do que as pessoas que não estão em forma e/ou não praticam nenhuma atividade física.


Devido a prática do pilates, começa a ocorrer um aumento dos batimentos cardíaco da pessoa, fazendo com que a corrente sanguínea dirija sangue “puro” e “fresco”. Conseguir uma boa forma física necessariamente não significa que você terá de realizar uma série de exercícios mecanizados e repetidamente exaustivo, mas sim ir, buscar aos poucos o prazer e satisfação em movimentos dinâmicos, diferentes, suaves e divertidos. O pilates ajuda a pessoa a resgatar seus movimentos naturais como flexibilidade, habilidades de infância, desenvolvendo a força muscular do aluno com muita paciência e resgatando também as capacidades correspondentes às tarefas de rotina, fazendo com que o corpo fuja do cansaço corporal.
O corpo humano está adaptado para suportar bastante negligência, mas nunca devemos sobrecarregá-lo por isso, sempre respeitando o seu limite natural. Os profissionais que realizam o pilates se deparam muitas vezes com alunos que possuem dores na coluna lombar, antes de ser praticante do pilates é preciso que o aluno tenha um diagnóstico médico para saber qual a origem da dor e é claro, saber prescrever uma série de exercícios dedicados somente para esse indivíduo, pois cada caso necessita de uma atividade diferente.
Em alguns casos trabalha-se a mobilidade articular, em outros casos essa modalidade pode ser extremamente perigosa. Por isso é tão importante consultar um médico para se informar sobre a origem da dor, dessa forma você está evitando exercícios contra-indicados para você.

Pilates Emagrece?

O pilates também é excelente para ajudar a definir a barriga e aliviar dores nas costas e nos ombros do indivíduo. Contudo, algumas pessoas sempre perguntam “pilates emagrece?” a resposta vai depender da sua dedicação aos exercícios. A queima de caloria varia de acordo com cada tipo de corpo e esforço físico realizado por cada pessoa. Por isso, o mais indicado é se dedicar às aulas e obedecer todas às instruções.

Os Seis Princípios do Pilates

As diretrizes que vamos conhecer a seguir devem orientar cada movimento em uma aula de pilates, conheça os seis princípios da aula de pilates:

Concentração

A fim de trabalhar o físico das pessoas, é necessário estar presente com a mente também. Afinal, é a mente que comanda a ação do pilates, por isso é muito importante prestar atenção nos movimentos executados e observar como os músculos respondem aos exercícios do pilates.

Controle

O domínio muscular recomendado pelo método do pilates consiste na ausência de movimentos descuidados, automáticos e casuais. Nenhum exercício do pilates é feito apenas por fazer, para cada movimento exercido no pilates há uma determinada função para o corpo.

Centro de Força

Podemos encontrar um grande grupo de músculos no centro, são eles: abdômen, lombar, quadris e glúteos. O pilates chamou esse conjunto de músculos como casa da força. Toda a energia necessária para a realização dos exercícios do pilates se inicia nela e flui para as extremidades.

Fluidez

No método do pilates não existe movimentos chamados de estáticos ou isolados, pois o corpo não funciona naturalmente dessa forma, muito pelo contrário, os movimentos do pilates são fluidos, como um longo passo ou como uma dança de valsa.

Precisão

A concentração para fazer um movimento preciso e perfeito do pilates é muito importante, ao invés de fazer vários movimentos sem vontade. A condição essencial para a prática do pilates é a precisão.

Respiração

A respiração é outra condição fundamental para a prática do pilates, ela completa e renova a circulação do ar, oxigena o sangue e ainda ajuda no controle dos movimentos durante os exercícios, assim como no dia-a-dia.

Quem pode fazer Pilates?

A resposta é simples, qualquer pessoa que gostaria de melhorar a sua aptidão física como postura e aparência. O mais importante do pilates não é o que você faz e sim como você faz.
Se você praticar o pilates regularmente, consegue restabelecer a flexibilidade das articulações, aumenta a eficiência da circulação, além de tonificar os músculos do corpo, em especial os flácidos. Com a prática do pilates você sentirá os resultados em poucos dias, sentirá principalmente o organismo se fortalecendo e os níveis de stress diminuindo. Começará a sentir diferença também em sua postura, coordenação, equilíbrio e alinhamento.
O pilates pode ser praticado também com ajuda de uma bola, nesse caso em especial, ajuda a melhorar os picos de ansiedade e depressão causado pelo estresse do dia-a-dia. O pilates é muito mais que um exercício físico, é um exercício mental, que tem como função trabalhar a mente unindo também o corpo.

Pilates na Terceira Idade

O pilates na terceira idade é maravilhoso, porque vai desde o alívio das dores provenientes até a melhora na autoconfiança e auto-estima do indivíduo. Na terceira idade os benefícios são muitos como: alívio da dor, percepção dos movimentos, fortalecimento do corpo, equilíbrio, flexibilidade, alívio do stress e muitos outros benefícios.
O pilates é uma atividade física muito agradável, fácil e trás resultados bem rápidos. Qualquer pessoa pode praticar o pilates, desde que tenha mais de 12 anos e pessoas que possuem todos os níveis de condicionamento físico também podem praticá-lo. Experimente você também!
FONTE: nadafragil.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Pilates aliado com a Doença de Parkinson


A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica que afeta os movimentos das pessoas. Tecnicamente, a dopamina é uma substância produzida no cérebro por um grupo de células nervosas, responsáveis por conduzir correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição dessa substância tem como consequência, lentidão nos movimentos, aumento gradual dos tremores, rigidez muscular, dificuldade em manter a postura e o equiílibrio, além de afetar a comunicação do paciente. A doença atinge, geralmente, adultos com mais de 60 anos, porém pode afetar jovens onde os casos são mais raros.
Em contraste com outras doenças, o Parkinson possui um curso vagaroso, sem mudanças drásticas. Apesar dos avanços científicos, o Parkinson não tem causa conhecida, não tem cura, porém podemos retardar ou minimizar as suas consequências através de uma atividade física segura e assistida como o pilates, que será tão importante quanto os remédios. Nesses casos, o Pilates terá como objetivo conservar a atividade muscular e a flexibilidade articular, evitando a atrofia dos músculos. Com isso, a rigidez nos gestos se tornará menos evidente.
Alguns exercícios direcionados e assistidos pelo instrutor de Pilates irão facilitar as atividades da vida diária, como sentar-se mantendo uma postura ereta, vestir-se, caminhar sem o aspecto de cansaço. Além dos sinais motores mais visíveis, o aspecto psicológico também é afetado. A depressão, o estresse ou até mesmo o sentimento de angústia podem trazer consequências negativas e serem refletidos no aspecto físico. Em contrapartida, os benefícios do Pilates, como a melhora na consciência corporal e o aumento da autoconfiança oferecerão a esses pacientes um conforto mental evitando o aparecimento das consequências citadas acima.
Sugestões aos instrutores: Importante sublinhar é que, durante uma aula, o instrutor deve fazer o aluno se mexer o máximo possível, realizar exercícios de alongamento, como o gato de frente na cadeira, leg press no reformer, série de costas no reformer. Evitar posições de risco, tais como, exercícios com a caixa em cima do Reformer, exercícios em pé em cima do Cadillac.
Boas Aulas!
FONTE: Revista Pilates

domingo, 2 de outubro de 2011

A força do pilates



O método começa a ser indicado por médicos e ganha espaço dentro dos hospitais para auxiliar na recuperação de males como dor, câncer e doenças neurológicas


No mundo do fitness, a explosão de novas modalidades é uma constante. Mas, normalmente, com a mesma velocidade com que surgem, elas desaparecem após poucos meses. Quando resistem, tornam-se aqueles fenômenos que mudam a história da malhação e a maneira como enxergamos a atividade física. Foi assim com o surgimento da aeróbica, com a expansão da musculação e assim está sendo com o Pilates. Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método rapidamente caiu no gosto dos bailarinos, que o usavam como complemento ao treino. Mas foi só a partir da década de 90 que se popularizou, atraindo milhares de adeptos em todo o mundo e tornando-se a maior revolução do fitness dos últimos anos. Só nos Estados Unidos, primeiro país a receber um estúdio com aulas da modalidade (ministradas pelo próprio Pilates em Nova York), estima-se que cerca de dez milhões de pessoas o pratiquem. No Brasil, não há dados precisos, mas o crescimento pode ser observado pela grande quantidade de estúdios e de pessoas que se confessam fãs do Pilates. “A rápida percepção dos resultados incentiva cada vez mais gente a aderir à técnica”, analisa a fisioterapeuta Solaine Perini, presidente da Associação Brasileira de Pilates. “Isso faz dele o método de condicionamento físico que mais ganha adeptos no mundo.”

As razões para se buscar o Pilates são as mais variadas. Há desde os desejosos de esculpir o corpo (inspirados por celebridades como a cantora Madonna, que credita parte de sua boa forma à técnica) até os interessados em exercícios capazes de ajudar na prevenção ou na recuperação de problemas como dores e lesões. Como anseios tão diferentes cabem dentro de um mesmo método? “Pilates se preocupou em criar uma técnica que trabalha a saúde como um todo”, considera Inelia Garcia, uma das primeiras instrutoras do método no Brasil e hoje dona de um império com mais de 47 estúdios e dez mil alunos espalhados por todo o País. “O corpo torna-se mais forte, flexível e resistente”, diz. “Na parte mental, os exercícios melhoram a concentração e a memória. E o trabalho com a respiração ajuda no controle das emoções”, completa.



A abrangência das lições deixadas por Pilates chama mesmo a atenção. Vem de uma preocupação constante que guiou o seu trabalho: imprimir ciência à técnica. Toda a metodologia de Pilates parte do conceito de “centro de força” (ou power house). O termo, por ele criado, define a região central do corpo humano. “São os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome”, diz Aline Haas, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e instrutora certificada pela Pilates Method Alliance, dos Estados Unidos. “Eles são os flexores e extensores da coluna e do quadril e estão na musculatura profunda da pelve.” De acordo com os princípios preconizados por Pilates, fortalecer essa região é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.


Ao compreender o trabalho muscular realizado durante os movimentos, Pilates criou exercícios e aparelhos capazes de estimular os músculos, inclusive os mais profundos e em geral pouco acionados no cotidiano. Os resultados são tão impressionantes que têm ocupado o tempo dos cientistas. Parte deles está especialmente interessada em levantar mais do que transformações corporais que o método pode proporcionar. Querem conhecer as suas possíveis indicações terapêuticas. 

E o que se descobriu até agora é alentador. Um exemplo: trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica.



Corrobora com o trabalho italiano a revisão proposta pelo fisioterapeuta Edward Lim, do Hospital Geral de Cingapura – a primeira sobre o tema. Lim reuniu sete pesquisas de diversas partes do mundo. Todas sobre o efeito do Pilates em pacientes com dores na parte inferior da coluna. A conclusão: o método é realmente válido para tratar o problema. “Mas os exercícios precisam ser estruturados para atender aos variados quadros clínicos dos pacientes”, disse Lim à ISTOÉ.

Como o que ocorre com a dor lombar, o uso da técnica para casos de fibromialgia também vem ganhando respaldo científico. Em especial após a divulgação dos primeiros resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Uludag, na Turquia. A equipe acompanhou 50 voluntárias durante 12 semanas. Divididas em dois grupos, metade das mulheres frequentou aulas de Pilates e as demais foram orientadas a praticar exercícios de relaxamento e alongamento em casa. Enquanto o primeiro grupo relatou melhoras significativas na dor, o segundo teve alterações positivas bem pequenas.



As comprovações têm encorajado médicos a indicar a técnica a seus pacientes. “É um recurso muito útil, em especial nos casos de dor nas costas sem causa específica”, afirma o traumatologista e ortopedista Alberto Mendes, de São Paulo. “Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna”, diz o médico. O reconhecimento da importância do método também pode ser medido por sua incorporação pela fisioterapia. “Temos uma resolução que ampara o fisioterapeuta no uso do Pilates como recurso terapêutico”, diz Wiron Correia Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia. 


A chave para entender esses benefícios está em um dos fundamentos preconizados pelo alemão Pilates: o equilíbrio. “Quando as cadeias musculares estão em equilíbrio, há redução da dor”, explica Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, que também indica o método. Pessoas em busca de redução da dor já formam um grupo comum nos estúdios. “Em 80% dos casos, nossos alunos vêm com esse objetivo”, conta Juliana Takiishi, coordenadora de Pilates do Centro de Bem-Estar Levitas, em São Paulo. Parte deles chega às aulas por conta própria. A outra, por recomendação médica.
O fluxo de pacientes dos consultórios para os estúdios tem inspirado outra tendência: a oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais. Na Clínica Mayo, centro de referência médica mundial, localizada nos Estados Unidos, o interesse nos benefícios que a técnica pode oferecer a pessoas doentes é tão grande que a instituição está realizando uma pesquisa para delinear melhor os ganhos obtidos. “Há um grande número de pessoas que tiveram câncer aderindo ao método”, informa a médica Daniela Stan, da instituição americana. A pesquisadora está concluindo um estudo com 15 mulheres, previsto para ser publicado no início de 2012. Durante três meses, as voluntárias participaram de aulas na instituição sob os olhos atentos de Daniela. “Há melhoria dos movimentos no lado do corpo afetado pela doença, assim como maior flexibilidade”, disse à ISTOÉ. “Também notamos melhora no humor e na satisfação com o corpo.”

Outra instituição a oferecer aulas é o prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos. Por lá, pacientes que têm ou tiveram tumor de mama podem usufruir de uma aula por semana, indicada para ajudar no controle dos sintomas, como dor e fadiga. Na Suny Upstate Medical University, em Siracusa (EUA), as indicações são mais amplas. “Usamos para ajudar na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos”, contou à ISTOÉ Karen Kemmis, fisiologista do exercício e responsável pelo serviço. “Se alguém, por exemplo, sofre com dor no ombro e minha avaliação mostra que essa pessoa não tem um bom controle do movimento nessa região, usamos o Pilates para melhorar os padrões de movimento, prevenindo a ocorrência de mais prejuízos na área”, explicou.




No centro americano, o método é utilizado ainda para auxiliar na reabilitação de portadores de doenças neurológicas. “Entre eles estão indivíduos com doença de Parkinson e que sofreram acidente vascular cerebral”, contou Karen. Nesses casos, além de contribuir para a melhora de movimentos prejudicados, estimula a habilidade de concentração.
A tendência de implementar estúdios em hospitais já começa a ser vista também por aqui. Exemplos são os hospitais Brasil, Integrante da Rede D’Or, e Albert Einstein, ambos em São Paulo. “Usamos como continuidade do tratamento ortopédico em pacientes que tiveram alta”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, do Albert Einstein.
A instituição atende em média 20 pessoas por mês. “É uma atividade segura, que preserva bastante as articulações”, acrescenta Simone. A equipe responsável pelas aulas é formada apenas por fisioterapeutas. E o cuidado é intenso. “O médico nos manda uma carta dizendo o que o paciente tem, o que ele não pode fazer e quais objetivos devem ser atingidos”, diz a fisioterapeuta Marta Cordeiro Pereira, do Hospital Brasil. No Rio de Janeiro, a técnica está na lista das atividades sugeridas pela Clínica Cardiomex, coordenada por médicos especializados em medicina do esporte e cardiologia. “Entre outros benefícios, o Pilates reduz o estresse”, diz a cardiologista Isa Bragança.

Mas não só o uso clínico do método tem merecido atenção dos cientistas. Responder a perguntas ainda não esclarecidas na área do fitness também é objeto frequente das pesquisas. Quem busca o Pilates apenas como uma forma de malhação vê na prática um modo de ganhar força e flexibilidade. E, claro, melhorar a definição da área abdominal. Mas será que isso pode mesmo ser atingido? De acordo com os pesquisadores que têm se dedicado a estudar a prática, sim. E a boa notícia é que os resultados aparecem pouco depois das primeiras aulas. Foi a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Centro de Saúde da Turquia. Ao acompanhar um grupo de 38 mulheres sedentárias, eles perceberam que cinco semanas após o início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Nas 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. Pesquisa semelhante realizada na Universidade do Estado do Colorado (EUA) constatou esses mesmos ganhos entre voluntários de meia-idade. “E os benefícios foram percebidos com a prática de exercícios de intensidade relativamente baixa, que podem ser realizados sem aparelhos”, anotou no estudo June Kloubec, coordenadora do trabalho.
Mas há o outro lado da moeda. Após testes realizados para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pela pesquisadora Michele Olson, da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), acendeu-se o alerta vermelho para a crença de que o Pilates pode ser usado como método de emagrecimento por si só. O que Michele constatou foi que a queima calórica das aulas da modalidade é baixa. No nível básico, uma hora de Pilates equivale a menos de 200 calorias. “Pilates é um treino de força e resistência”, disse Michele à ISTOÉ. “Se a pessoa quer queimar calorias, o melhor é praticar corrida ou spinning”, acrescentou. Isso não significa dizer, porém, que é preciso trocar o estúdio pelo tênis. O Pilates pode ajudar a emagrecer. “Ao começar a praticar, o aluno percebe mudanças positivas no corpo, como força, alinhamento postural, menos dores”, diz a fisioterapeuta Kátia Pinho, do Studio Airmid, de São Paulo. “Sua autoestima aumenta muito, o que é fundamental para iniciar um programa de emagrecimento.”
Além disso, ele contribui para manter o peso. O trabalho muscular aumenta a massa magra no corpo que, por sua vez, potencializa o consumo calórico do organismo. Na prática, quer dizer que ganhar músculos (e para isso o Pilates é muito válido) aumenta a quantidade de calorias consumidas pelo corpo para manter-se, pois as células musculares gastam mais energia para funcionar do que as células de gordura. Mais uma das qualidades do Pilates.
FONTE: ISTO É