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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pilates no Stand Up Paddle board / Supilates



Stand up Paddle Surf tem origem nas diversas tradições dos povos nativos de todo globo. Na Amazônia ou em qualquer outra região existe na história dos povos indígenas o transporte sobre pedaços de madeira de propulsão a remo. No Hawaii mais que em qualquer outro lugar, as canoas e as pranchas sempre conviveram lado a lado.

A referência expressiva da modalidade deu-se na década de 80, com a famila Achoy. Eles praticavam o surf a remo.

Laird Hamilton e Dave Kalama se divertiram tanto utilizando os remos com pranchas, que aperfeiçoaram e utilizaram também como forma de aumentar a performance nos treinamentos e adotaram as modalidades (distance, race e surf) do Stand up Paddle Surf desde então, explica o instrutor da Art in Surf da Barra da Tijuca-RJ Alexandre Hargreaves.


No Rio de Janeiro e Florianópolis o Stand Up Paddle Surf já invadiu as praias e sua popularização é crescente em todo Brasil. É considerado uma modalidade abrangente por acolher pessoas a partir dos 4 anos de idade, de altíssima queima calórica, permite o contato com a natureza. É realmente um esporte emocionante e fascinante!


Foi na praia da Barra da Tijuca-RJ palco do WTC de 2012 e sede das olimpíadas de 2016 que experimentei a união do Mat Pilates na prancha de Stand Up. A junção das duas técnicas tem um grande potencial. Sem contar com o cenário perfeito, visual deslumbrante!! Pedra da Gávea, ilhas Cagarras.


O Pilates, através de seus princípios visa, alinhar o corpo, trabalhar a respiraçãoforça,resistência, através de movimentos conscientes e eficientes. Praticado sobre a prancha, o desafio criado pela instabilidade da mesma gera uma resposta do corpo muito interessante. 
Envolve muito trabalho proprioceptivo que é a identificação senso-receptiva das características de movimento do corpo e dos membros. Os trajetos neurais aferentes enviam ao sistema nervoso central informação proprioceptiva sobre as características do movimento do corpo e dos membros, como orientação, localização espacial, velocidade e ativação muscular (Magill, 2000).

Supilates (Pilates na prancha de Stand Up) é um ótima pedida para os pilateiros que buscam o contato com a natureza e excelente para os surfistas que precisam de um bom condiconamento físico para melhorar sua performance e também evitar possíveis lesões.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Exercício físico é melhor do que atividade intelectual para proteger a memória de idosos


De acordo com nova pesquisa, as atividades físicas, e não as que estimulam a mente, protegem o cérebro contra prejuízos que ocorrem com a idade

Segundo pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Grã-Bretanha, a atividade física pode ser melhor do que exercícios que estimulam a mente, como palavras-cruzadas, para proteger o cérebro contra o envelhecimento. Em um estudo feito com quase 700 idosos, esses especialistas concluíram que quem é fisicamente ativo tende a ter maiores volumes das massas cinzenta e branca do cérebro, o que indica que os prejuízos à memória e à cognição, que ocorrem naturalmente com a idade, são menores entre esses indivíduos.

A massa cinzenta é uma região do cérebro que possui o corpo das células nervosas e que abrange partes do órgão envolvidas no controle muscular, memória, fala e percepção sensorial, tais como ver e ouvir. A substância branca, por outro lado, conecta regiões do cérebro envolvidas no processamento das emoções, atenção, tomada de decisão e controle cognitivo. É normal que o cérebro diminua quando uma pessoa atinge uma idade mais avançada e, portanto, que essas funções sejam prejudicadas com o envelhecimento.

A pesquisa britânica, que foi publicada nesta terça-feira na revista Neurology, acompanhou, durante três anos, 691 idosos que tinham 70 anos no início do estudo. A equipe aplicou um questionário sobre atividade física, hobbies e outros hábitos, e também realizou exames de imagem no cérebro desses indivíduos.
Os resultados revelaram que os idosos que praticavam mais atividade física eram os mesmos que apresentavam o maior volume das massas cinzenta e branca no cérebro. Eles também mostraram estar mais protegidos contra lesões no cérebro que prejudicam a cognição e a memória em comparação com os idosos que se exercitavam menos. Os autores não encontraram, porém, diferenças significativas entre o cérebro daqueles que faziam mais ou menos atividades de lazer que não eram físicas, como palavras-cruzadas e leitura.
De acordo com os pesquisadores, no entanto, como o estudo foi observacional, trabalhos maiores devem ser feitos para confirmar esses achados.
FONTE: Revista VEJA

domingo, 25 de setembro de 2011

Cartilagem articular e o fortalecimento muscular em idosos



Antes de começarmos a falar sobre o tema de hoje, eu lhe pergunto: você, leitor, sabe o que é “propriocepção”? Esse é o termo utilizado para definir a capacidade que temos de reconhecer a localização do nosso próprio corpo no espaço, sua posição e orientação, a força dos nossos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. É esse tipo de percepção que permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas, como desviar a cabeça de um galho, mesmo que não se saiba precisamente a distância segura para se passar, ou o simples fato de poder tocar os dedos do pé e o calcanhar com os olhos vendados. Atividades importantes como andar, coordenar os movimentos da fala, segurar e manipular objetos e se manter em pé são exemplos de situações que dependem da propriocepção.
Justamente por isso, qualquer prejuízo causado ao sistema responsável pela propriocepção traz dificuldades importantes ao dia-a-dia do paciente. Mas, afinal, o que pode causar a perda da propriocepção? Na maioria das vezes, a perda do equilíbrio corporal está intimamente associada à perda ou atrofia muscular, principalmente dos músculos da coxa. A perda degenerativa de massa e força nos músculos é chamada “sarcopenia” e, por ser um processo natural ao envelhecimento, não é considerada doença. 
Cerca de um terço da massa muscular é perdida com o avanço da idade: aproximadamente 1% ao ano, a partir dos 65 anos. Por isso, pacientes idosos frequentemente apresentam dificuldade da manutenção da estabilidade ou equilíbrio, tanto em repouso quanto durante o movimento. A sarcopenia traz ao paciente idoso a insegurança ao caminhar, podendo inclusive resultar em quedas que podem trazer problemas ainda mais sérios no futuro. Este fenômeno pode ser comparado à osteoporose, que também é uma doença relacionada à idade e se refere à perda de massa óssea. A combinação da osteoporose com a sarcopenia resulta em uma fragilidade física ainda maior.
Alguns indicadores dessa fragilidade incluem: perda de peso recente (especialmente da massa magra), fadiga, quedas frequentes, fraqueza muscular, diminuição da velocidade da caminhada e redução da atividade física, todos relacionados ao mau desempenho do sistema musculoesquelético.
A frequente queixa de dor no joelho em pacientes com mais de 60 anos, em geral, é provocada pelo próprio desequilíbrio muscular, que faz com que o paciente mantenha o joelho sempre levemente dobrado ou flexionado. Normalmente esses pacientes apresentam dor progressiva, que piora com a atividade física e às vezes está associada a deformidades nessa articulação. 
A boa notícia é que a sarcopenia é reversível. Tratamentos conservadores envolvem principalmente a reabilitação corporal e o fortalecimento, no sentido de corrigir a atividade dos músculos da coxa e melhorar a potência muscular.
A prática frequente de atividade física e a correção da osteoporose, quando presente, são ações primordiais que podem também ser vistas como forma de prevenção pelos mais jovens. Vale ressaltar que cada paciente possui suas limitações e capacidades e que a prática de atividade física (como a fisioterapia, hidroginástica, musculação e Pilates) deve sempre obedecer à orientação de um profissional capacitado, já que a sobrecarga ou o excesso de exercícios também é uma das causas de  perda da propriocepção. Resumindo: para a sarcopenia, o exercício certo na medida certa pode ser o melhor remédio!



Fonte: Dr. José Fábio Lana - www.jmonline.com.br